Imprensa colombiana divulga fotos do ex-militar americano em poder das Farc
Internacional|Do R7
Bogotá, 25 jul (EFE).- A imprensa colombiana revelou nesta quinta-feira imagens de Kevin Scott Sutay, o ex-militar americano sequestrado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no último dia 20 de junho nas selvas do sudoeste do país. As fotos de Sutay, prisioneiro que as Farc prometeram liberar perante a formação de uma comissão humanitária, foram divulgadas pelo jornal "El Tiempo" e pela revista "Semana" em suas versões online. Na foto do "El Tiempo", Sutay aparece com o pastor evangélico Norberto Mendoza, que teve com o ex-militar americano no departamento do Guaviare, onde aparentemente foi sequestrado por membros da frente 56 das Farc. Segundo o jornal, o pastor teria entregado essa fotografia às autoridades que investigam o caso. Já a revista "Semana", por sua vez, publica uma foto do americano na qual, ao fundo, aparece o cartão militar do sequestrado. Dias atrás, a Procuradoria Geral da Colômbia iniciou uma investigação preliminar para apurar o caso do sequestro de Sutay, uma operação que deve contar com a ajuda do FBI, a Polícia federal dos EUA. As Farc anunciaram na última sexta o sequestro do americano que, segundo disseram, foi realizado no último dia 20 de junho nas selvas do Guaviare. Segundo a Promotoria, o sequestro ocorreu no município de Retorno, em Guaviare, onde o ex-militar americano realizava uma expedição desde San José do Guaviare, a capital regional, em direção a Puerto Inírida, capital do vizinho departamento de Guainía, uma travessia a pé de aproximadamente de 450 quilômetros pela selva. No dia em que o sequestro foi anunciado, as Farc solicitaram uma comissão formada pela ex-senadora Piedad Córdoba e membros da Cruz Vermelha Internacional para libertar Sutay, mas o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, rejeitou a intervenção de Córdoba e autorizou apenas a presença do organismo humanitário. Desde novembro de 2012, o governo colombiano e as Farc realizam negociações de paz em Havana com a intenção de pôr fim ao conflito armado interno que já dura mais de meio século. EFE ocm/fk











