Indonésia pode usar crocodilos e piranhas para evitar fugas de ilha-prisão
Internacional|Do R7
JACARTA (Reuters) - Quando o chefe do combate às drogas na Indonésia anunciou planos de proteger com crocodilos a ilha-prisão onde estão os presos no corredor da morte, o governo correu para explicar que era apenas uma brincadeira, mas, nesta sexta-feira, Budi Waseso disse que agora estava pensando em usar também tigres e piranhas.
Segundo a mídia local, o diretor da Agência Nacional de Entorpecentes disse que já havia obtido dois crocodilos de uma fazenda para estudar o seu potencial e agressão, e pode vir a colocar até mil deles no local para evitar que os condenados escapem.
"O número vai depender de quão grande é a área ou, talvez, de combiná-los com piranhas", disse ele a repórteres, de acordo com o portal rimanews.com. "Como o número de pessoal (trabalhando) nos presídios é pequeno, podemos usar animais selvagens. Poderíamos usar tigres também e, ao mesmo tempo, seria uma forma de conservação."
As piranhas, peixes comedores de carne com dentes afiados e mandíbulas poderosas, são naturais da América do Sul e não são encontradas na Indonésia.
Waseso e funcionários de seu gabinete não estavam imediatamente disponíveis para comentar as reportagens.
Depois de tomar posse, um ano atrás, o presidente indonésio, Joko Widodo, declarou guerra contra o que ele chamou de "emergência de narcóticos", baseando sua campanha em um estudo que mostrou que pelo menos 40 pessoas por dia estavam morrendo pelo uso de drogas.
Ele se recusou repetidamente a conceder clemência a traficantes. Mais de duas dezenas de prisioneiros, incluindo dois brasileiros, condenados por tráfico de drogas foram executados este ano, após uma moratória de cinco anos sobre a pena de morte.












