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Ingrid Betancourt se divide entre presidência e Senado da Colômbia

Internacional|Do R7

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Bogotá, 4 dez (EFE).- A ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, que passou mais de seis anos sequestrada pelas Farc, está dividida entre apresentar sua candidatura à presidência ou ao Senado com a Aliança Verde em 2014, decisão que divulgará nos próximos dias, informaram nesta quarta-feira. Foi o que informou em entrevista coletiva o copresidente do partido, porta-voz e vereador verde Antonio Sanguino na volta de uma viagem a Paris onde se reuniu com Betancourt para acordar com ela uma estratégia eleitoral do partido frente às eleições legislativas e presidenciais de 2014. "Nos próximos dias ela vai tomar uma decisão pessoal sobre o papel que jogará na próxima disputa eleitoral. Desenhamos com ela várias possibilidades, que esteja na lista ao Senado ou que participe da consulta presidencial", anotou Sanguino. Junto com Sanguino esteve em Paris o ex-guerrilheiro do M-19 e ex-governador Antonio Navarro Wolff, em uma viagem que começou no domingo e do qual retornaram ontem, terça-feira. Segundo Sanguino, Betancourt já foi inscrita como pré-candidata com Navarro Wolff, com o ex-prefeito de Bogotá Enrique Peñalosa, com os senadores Camilo Romero e John Sudarsky e com o líder indígena nasa Feliciano Valencia. O Partido Verde revelará amanhã, quinta-feira, uma pesquisa que avalia os apoios de todos os pré-candidatos inscritos e em função dos resultados, a formação inscreverá na próxima segunda-feira, dia 9, perante o tribunal eleitoral um grupo mais reduzido que se medirá em uma consulta popular no próximo 9 de março, data das eleições parlamentares. "Na conversa que tivemos com ela, não desprezou essa possibilidade" de aspirar à Presidência colombiana entre 2014 e 2018, acrescentou o político verde. Sanguino apontou que no processo de decisão de Betancourt há "assuntos pessoais" relacionados com sua experiência passada, pois "fazer política na Colômbia tem riscos e ela em particular os viveu". Betancourt, que também tem nacionalidade francesa, foi sequestrada em fevereiro de 2002 pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) quando viajava por uma estrada do sul do país em plena campanha política com seu partido Verde Oxigênio. Depois de mais de seis anos em cativeiro, foi resgatada em julho de 2008 com três americanos e 11 militares e policiais colombianos na "Operação Xeque". "Queremos tê-la conosco", afirmou Sanguino ao dizer que "foi a primeira colombiana que fundou um partido Verde na Colômbia e travou batalhas memoráveis no Congresso contra a corrupção". Além disso, "desde sua condição de vítima, (Betancourt) é um símbolo de paz e de reconciliação no país", um ponto importante para o partido, que defenderá o processo de paz entre o governo e as Farc e promoverá um "pós-conflito estável e durável". EFE agp/tr

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