Inspetores da ONU deixam a Síria em direção ao Líbano
Internacional|Do R7
Redação Central, 31 ago (EFE).- Os inspetores das Nações Unidas (ONU) que estavam em território sírio para averiguar o suposto uso de armas químicas por parte do regime deixaram neste sábado o país em direção ao Líbano, informou a emissora "Al Jazeera". Ontem, no quarto dia de inspeções na capital síria, os inspetores concluíram o relatório sobre o uso de armas químicas por parte do governo do presidente Bashar al Assad contra a população. No entanto, a ONU esclareceu que não emitirá nenhum relatório preliminar sobre o suposto ataque nos arredores de Damasco e que as analises serão concluídas antes serem apresentadas. "Quero esclarecer alguns mitos que estão circulando. Os analistas não apresentarão um relatório preliminar, haverá relatório uma vez concluída todas as análises das evidências recolhidas", afirmou à imprensa o porta-voz da ONU, Martin Nesirky. Nesirky acrescentou que, após a conclusão do processo científico - "o mais rápido possível" -, o relatório será enviado a Ban para ser compartilhado entre os Estados-membros. No entanto, as demais denúncias de ataques químicos seguirão sendo investigadas para formação de um "relatório final completo". Os inspetores da ONU devem retornar a Haia, sede da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), para transferir as mostras a diferentes laboratórios, um processo que será supervisionado pessoalmente pelo responsável do grupo, o professor sueco Ake Sellström. Por sua parte, a alta representante para Assuntos de Desarmamento, Angela Kane, que já tinha deixado a Síria ontem em direção a Nova York, manterá hoje um encontro com o secretário-geral para falar sobre o trabalho dos inspetores, acrescentou o porta-voz da ONU. Ontem, por sua parte, o governo sírio evidenciou a Ban sua rejeição a "qualquer relatório parcial" da ONU antes do término da missão na Síria, onde pediu a averiguação de locais em que seus soldados teriam sido castigados com gases tóxicos. O governo dos Estados Unidos tornou público ontem um relatório que assegura que 1.429 pessoas, entre elas 426 crianças, morreram no ataque com armas químicas no último dia 21 de agosto na periferia de Damasco, um ataque que foi atribuído ao regime de Assad. A Coalizão Nacional Síria (CNFROS) denuncia que pelo menos 1,5 mil pessoas teria morrido nesse ataque lançado pelo Exército sírio, acusação que foi negada pelas autoridades do regime, que, por sua vez, seguem atribuindo o uso de armas químicas aos rebeldes. EFE alf/fk












