Investigação derruba quadrilha que vendia TV pirateada na Europa
Maior esquema de pirataria de TV já descoberto na Europa usava 11 'fazendas' de servidores, que roubavam e distribuíam sinais de 800 canais
Internacional|Fábio Fleury, do R7

A Polícia Nacional espanhola derrubou nesta quinta-feira (21) o maior esquema já descoberto de pirataria de televisão em toda a Europa. A operação também contou com ajuda de policiais do Reino Unido, Dinamarca e da Polícia Europeia.
A investigação começou em 2015 após uma denúncia da Premier League inglesa de que um site baseado na cidade espanhola de Málaga oferecia pacotes de assinatura por fora das operadoras principais. No total, cinco pessoas foram presas, três na Espanha e duas na Dinamarca.
Os policiais descobriram que o site denunciado pela Premier League era apenas um de uma rede de mais de 20, que redirecionava os clientes para listas que vendiam até 10 pacotes diferentes, que variavam de país para país.
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Segundo o jornal inglês The Telegraph, os pacotes eram vendidos como se a empresa fosse espanhola, mas os pagamentos feitos pelos clientes eram destinados a uma firma sediada em Gibraltar. A partir daí, a investigação chegou a uma rede criminosa com braços na Espanha, Dinamarca, Reino Unido, Letônia, Holanda e Chipre.
Os investigadores também conseguiram derrubar 11 "fazendas" de servidores, locais com alta capacidade de processamento de dados que serviam para roubar e distribuir os sinais de mais de 800 canais para os assinantes, em cerca de 30 países.
"A estratégia era usar uma quantidade de servidores e mudá-los periodicamente, sempre criando novas páginas na internet, formando uma rede cada vez mais complexa. Dessa maneira, eles tentavam evitar a polícia e seguir lucrando com seus crimes", disse uma fonte da Polícia Nacional espanhola ao Telegraph.
Vida de luxo
Com o esquema, os suspeitos conseguiram lucrar pelo menos 8 milhões de euros (cerca de R$ 34,5 milhões), e levavam um estilo de vida caro na Costa do Sol espanhola, onde fica Málaga.
Os três suspeitos presos na cidade viviam em casas de alto padrão e a polícia apreendeu 12 carros de luxo.
Segundo a polícia, a investigação foi demorada porque foi necessário muito trabalho para decifrar o labirinto de companhias legais, de setores como telecomunicações, internet e TI que os suspeitos criaram.
Muitas vezes os clientes eram enganados quando as empresas iam instalar conexões de internet em suas casas e ofereciam os pacotes clandestinos como uma venda casada, como se fossem legais.













