Iohannis admite vitória nas eleições presidenciais da Romênia
Internacional|Do R7
Bucareste, 16 nov (EFE).- O candidato liberal, Klaus Iohannis, reconheceu ter vencido neste domingo o segundo turno das eleições presidenciais da Romênia diante de seu oponente, o primeiro-ministro e social-democrata Victor Ponta. "Ganhamos. Recuperamos o país", escreveu Iohannis em sua página do Facebook, pouco depois que seu rival, Ponta, reconheceu publicamente sua derrota após a publicação de ajustadas pesquisas de boca de urna nas quais, faltando dados oficiais, não era possível apontar um um claro vencedor. "Nesta noite, graças a vocês, começa uma nova Romênia. A que nós desejamos não se trata de uma Romênia de conflito, nem de vingança", acrescentou Iohannis, que ressaltou que seu mandato se baseará na razão e no diálogo. "Temos a chance de demonstrar com fatos!" Ponta, por sua parte, reconheceu a derrota e felicitou seu rival pelo triunfo. "O povo tem sempre razão. Felicito Iohannis por sua vitória", declarou Ponta na saída de uma reunião com seus companheiros de partido em um comparecimento transmitida ao vivo pela televisão. "Somos um país democrático, portanto aceito o resultado. Espero que aceitem também aqueles que protestam, não têm por que protestar", acrescentou em alusão às manifestações que estão ocorrendo em Bucareste e outras cidades do país pedindo sua renúncia. Faltando a publicação de dados oficiais, as pesquisas de boca de urna, após o fechamento dos colégios eleitorais, desenhavam um "empate técnico" entre ambos os candidatos, com uma margem de diferença menor do que 2 pontos percentuais. O histórico dado de participação de 65%, confirmado pelo Escritório Eleitoral, pode ter ajudado Iohannis a reverter as pesquisas que apontavam a vitória de Ponta. Ponta declarou à rede de televisão "Antena 3" que não renunciará como primeiro-ministro. Klaus Iohannis, de 55 anos, é o presidente do Partido Nacional Liberal e atual prefeito da cidade de Sibui, reconhecido por seu discurso conciliador e por ser membro da minoria alemã do país.EFE rsc-rgr/ff











