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Irã intercepta petroleiros em Ormuz, exige autorização para travessia e faz alerta aos EUA

Embarcações foram obrigadas a alterar o curso em direção ao Golfo Pérsico após advertência da Marinha da Guarda Revolucionária

Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Irã interceptou três petroleiros estrangeiros no estreito de Ormuz por utilizarem uma rota "não autorizada".
  • A Marinha da Guarda Revolucionária exigiu que as embarcações alterassem o curso para o Golfo Pérsico.
  • Teerã afirma que apenas rotas coordenadas com o Irã são legais e seguras, pressionando contra rotas alternativas apoiadas pela IMO.
  • O Irã critica a presença militar dos EUA na região e defende a cooperação regional para segurança sem intervenções externas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Embarcações no Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, Omã
IRGC declarou que apenas o corredor marítimo previamente definido por Teerã pode ser usado Reuters - 25.06.2026

A televisão estatal do Irã informou, nesta sexta-feira (26), que três petroleiros estrangeiros foram interceptados após tentarem atravessar o estreito de Ormuz por uma rota considerada “não autorizada” por Teerã.

Segundo a emissora IRIB, as embarcações pretendiam utilizar o chamado corredor sul e foram obrigadas a alterar o curso em direção ao Golfo Pérsico após advertência da Marinha da Guarda Revolucionária (IRGC, na sigla em inglês).


Um repórter da emissora afirmou via Telegram que “a única autoridade legal” na região é a República Islâmica do Irã e a Marinha da Guarda Revolucionária.

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Segundo o relato, a força naval notificou, por volta das 21h30 (de Brasília) de ontem, madrugada de sexta-feira no horário local no Irã, embarcações que operam no Golfo Pérsico e no Mar de Omã de que qualquer rota estabelecida sem coordenação com o Irã para cruzar o estreito é “ilegal, inaceitável e extremamente perigosa”.


A IRGC também declarou que apenas o corredor marítimo previamente definido por Teerã pode ser utilizado para a travessia e que os navios devem coordenar a passagem por um canal do rádio marítimo já determinado.

Ainda de acordo com a televisão estatal, embarcações que desrespeitarem a determinação poderão perder a cobertura de seguros, enquanto proprietários, operadores e comandantes serão responsabilizados pelas consequências de uma travessia considerada irregular.


As declarações ampliam a pressão do governo iraniano contra uma rota alternativa apoiada pela Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) para permitir a saída de navios retidos no Golfo Pérsico após o conflito entre Estados Unidos e Irã. Mais cedo, o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, advertiu que rotas criadas sem o aval de Teerã poderão ser “suspensas”.

Suspensão de rotas alternativas

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou nesta sexta-feira que a segurança da navegação pelo estreito de Ormuz depende da coordenação com Teerã e advertiu que rotas alternativas estabelecidas sem o aval iraniano poderão ser suspensas.


Em publicação no X, o diplomata declarou que “a passagem segura pelo estreito de Ormuz não pode ser garantida por meio de arranjos obscuros, rotas paralelas ou decisões tomadas à margem das considerações do Irã, na condição de Estado costeiro”.

Segundo ele, “qualquer estrutura confiável deve estar baseada na coordenação com o Irã e nas disposições da cláusula cinco do Memorando de Entendimento de Islamabad”. “Caso contrário, o resultado será a suspensão da rota paralela designada”, acrescentou.

A manifestação ocorre em meio ao impasse sobre uma rota de navegação apoiada pela IMO (Organização Marítima Internacional, na sigla em inglês), agência da ONU (Organização das Nações Unidas), criada para permitir a saída de embarcações retidas no Golfo Pérsico após a guerra entre Estados Unidos e Irã.

Na quinta-feira (25), a IMO suspendeu temporariamente o plano depois que um navio mercante foi atingido por um projétil próximo à costa de Omã, em incidente que autoridades americanas atribuíram a um drone iraniano.

Irã alerta para declaração ‘irresponsável’ dos EUA

O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou como “intervencionistas, irresponsáveis e provocativas” as posições contidas na declaração conjunta dos EUA e do Conselho de Cooperação do Golfo. Segundo Teerã, a presença militar norte-americana em países da região é “uma causa de insegurança e divisão”.

“A alegação de ‘compromisso duradouro dos Estados Unidos com a segurança dos Estados-membros do Golfo’ não passa de retórica e distorção da realidade. Espera-se que os países da região, cujos territórios e instalações foram utilizados pelos agressores americano-sionistas para atacar o Irã durante a recente guerra imposta, reconsiderem suas posições”, escreveu a pasta em declaração publicada nesta sexta-feira.

Na nota, o Irã reiterou “a obrigação explícita” dos Estados-membros do Golfo de impedir qualquer uso, por terceiros, de seus territórios e instalações para planejar, organizar, apoiar e executar ações ilegais, incluindo agressão militar contra o território iraniano.

O ministério também sugeriu que, em vez de se alinharem aos Estados Unidos em ameaças ao programa nuclear pacífico do Irã, os países do Golfo se unam a Teerã no que chamou de “a concretização da iniciativa para uma região do Oriente Médio livre de armas nucleares”.

“A paz e a segurança sustentáveis na região só podem ser alcançadas por meio da construção da confiança e da cooperação mútua entre os países da região, e longe das intervenções destrutivas dos EUA. A ameaça às capacidades de defesa do Irã é veementemente condenada”, acrescentou.

Sobre o estreito de Ormuz, o Irã afirmou que a navegação na importante rota marítima “será regida pelos termos do memorando de fim de guerra com Omã”.

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