Logo R7.com
RecordPlus

Itália bate recorde em pedidos de asilo e refúgio em 2016

Número é 41% maior do que o registrado em 2015 e apresenta alta desde 2013

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Cidadãos da Nigéria são os mais pedem abrigo ao governo italiano
Cidadãos da Nigéria são os mais pedem abrigo ao governo italiano

A Itália voltou a registrar um recorde no pedido de asilos ou refúgios de imigrantes em 2016, com 123 mil solicitações, informou o presidente da Comissão Nacional para o Direito de Asilo, Angelo Trovato, nesta terça-feira (31).

O número é 41% maior do que o registrado em 2015 e segue apresentando alta desde 2013, quando a crise migratória começou a afetar a Itália. Há quatro anos, foram 26 mil pedidos, que aumentaram para 64 mil e 83 mil em 2014 e 2015, respectivamente.


Desse total, 105 mil foram apresentadas por homens e 11.656 foram solicitadas por menores de idade desacompanhados. Os nigerianos são os que mais pedem refúgio no país, representando 105 mil pedidos.

De acordo com Trovato, o alto fluxo de pedidos está fazendo com que o sistema "sofra" para normalizar a situação, já que as 28 seções de Comissão Territorial para Asilo estão enfrentando um "aumento de problemas, sobretudo onde é necessária a presença de homens da força policial".


Por que menos refugiados chegaram à Europa, mas mais morreram afogados em 2016

"E assim ao invés de fazer de quatro a cinco audiências por dia, esse número caiu para três. Em 2017, já registramos uma queda de 10% nos pedidos examinados e isso é preocupante", acrescentou Trovato em uma sessão com parlamentares.


Trovato ainda informou que o status de refugiado foi concedido para 5% dos pedidos analisados, sendo que para 14% foi concedido o benefício da proteção subsidiária - um "nível" abaixo do status de refugiado, que permite a obtenção da autorização de residência na Itália durante três anos e ainda o direito de reunir a família que esteja fora do país.

Outros 21% receberam o direito ao asilo humanitário e 56% dos pedidos foram negados pelas autoridades italianas. Ainda de acordo com o presidente da comissão, o tempo médio de exame entre 2014 e 2016 foi de 257 dias, em um número que mostra uma aceleração do processo.


Em 2014, eram necessários 347 dias para a análise, em 2015 outros 261 dias e no ano passado cada solicitação demorava 163 dias para dar uma resposta.

"Somos o segundo país europeu, atrás da Alemanha, em número de pedidos examinados", concluiu Trovato.

Em 2016, a Itália voltou a ser o país europeu que mais recebeu imigrantes pela rota do Mar Mediterrâneo, tendo registrado a entrada de 181 mil pessoas.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.