Logo R7.com
RecordPlus

Itália não consegue eleger presidente em primeira rodada de votação no Parlamento

Internacional|Do R7

  • Google News

Por Steve Scherer e Gavin Jones

ROMA (Reuters) - Os parlamentares italianos não conseguiram eleger um novo presidente da República na primeira rodada de votação nesta quinta-feira, deixando o primeiro-ministro, Matteo Renzi, esperançoso de emplacar seu candidato na quarta tentativa de eleição, quando as regras sobre o mínimo de votos necessários se tornam mais flexíveis.


Renzi propôs o juiz da corte constitucional Sergio Mattarella, de 73 anos, para ser chefe de Estado, um movimento que irritou o rival de oposição Silvio Berlusconi e tem o potencial de macular a aliança entre os dois em relação a reformas constitucionais e eleitorais.

Embora seja uma figura em grande medida cerimonial, o presidente italiano exerce importantes poderes em momentos de instabilidade política, algo frequente na Itália, quando o ocupante do cargo pode dissolver o Parlamento, convocar eleições e escolher o primeiro-ministro.


Mais da metade dos 1.009 legisladores e representantes locais depositaram votos em branco nesta quinta-feira, impedindo que qualquer um dos candidatos alcançasse uma maioria mínima de dois terços.

Haverá mais duas rodadas de votação na sexta-feira, que também devem ser inconclusivas. Na quarta rodada, marcada para sábado, é necessário somente uma maioria simples para decidir o vencedor. É quando, então, Renzi espera assegurar a eleição de Mattarella com o apoio do Partido Democrático (PD) e de aliados de centro-esquerda.


Berlusconi disse que seu partido de centro-direita Forza Italia não apoiaria Mattarella e acusou Renzi de quebrar o pacto entre eles sobre as reformas, por não ter proposto uma candidatura conjunta.

Mattarella, cujo irmão foi assassinado pela máfia siciliana em 1980, é "capaz de garantir à Itália sete anos de uma liderança com distinção", disse Renzi a eleitores do PD, que apoiaram a escolha do premiê por unanimidade.


O presidente anterior da Itália, Giorgio Napolitano, de 89 anos, renunciou ao cargo neste mês.

(Reportagem adicional de Giselda Vagnoni, Roberto Landucci e Isla Binnie)

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.