Japão não considera nova zona aérea sul-coreana um problema
Internacional|Do R7
Tóquio, 9 dez (EFE).- O governo japonês anunciou que não considera um "problema" a ampliação de Zona de Defesa de Identificação Aérea (Adiz) da Coreia do Sul, por não violar a "liberdade de voo nem o espaço aéreo internacional". "A diferença entre a Adiz da China e a da Coreia do Sul é que a sul-coreana não cobre nosso território marítimo ou aéreo", disse nesta segunda-feira o ministro porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, em entrevista coletiva na qual revelou que Seul havia informado antes a Tóquio sobre sua decisão. A Coreia do Sul anunciou ontem que no próximo dia 15 ampliará sua zona de identificação aérea, em resposta à decisão unilateral da China de estender a sua. Apesar de o novo perímetro de defesa sul-coreano se sobrepor ao japonês, o ministro japonês reiterou que "não representa um problema" para as relações entre os dois países, já que a Coreia do Sul garantiu a Tóquio que as companhias aéreas japonesas poderão continuar operando na região como fizeram até agora. O porta-voz do Departamento de Estado americano, Jen Psaki, elogiou ontem os esforços de Seul para realizar a ação de maneira "responsável" ao consultá-lo antes com todos os países envolvidos. Por sua vez, o novo traçado da Adiz chinesa, que também se sobrepõe à Coreia do Sul e Japão, obriga todas as aeronaves que sobrevoem a região a informar previamente às autoridades do gigante asiático. As zonas de defesa aérea da Coreia do Sul e China abrangem a ilhota submersa de Ieodo (Rocha de Suyan, em chinês), sobre o qual Seul exerce um controle de fato por ter instalado ali uma plataforma de pesquisa científica, mas que Pequim considera parte de sua Zona Econômica Exclusiva (ZEE). A nova Adiz planejada pela China também irritou o Japão, já que cobre as ilhas Senkaku/Diaoyu, que Tóquio administra mas que Pequim reivindica. A China foi duramente criticada pelo Japão, Coreia do Sul e pelos Estados Unidos por sua decisão unilateral de expandir seu perímetro de defesa aérea, o que aumentou a tensão na zona. EFE aen/tr












