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Jornalista italiano morre em explosão de bomba em Gaza

Simone Camilli trabalhava para várias agências internacionais de notícias, entre elas a AP

Internacional|Da ANSA

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O jornalista italiano Simone Camilli morreu nesta quarta-feira (13) pela explosão de uma bomba na faixa de Gaza. Ele estava em um grupo com mais cinco palestinos que estavam tentando desarmar o explosivo. Camilli trabalhava como videorrepórter para várias agências internacionais de notícias, entre elas a Associated Press.

Segundo fontes locais, a explosão ocorreu na região de Beit Lahya, no norte de Gaza. A bomba foi lançada antes da trégua por um F16 israelense e não havia explodido na queda, por isso, os homens tentavam desarmá-la.


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O irmão de um dos especialistas, Najy Abu Murad, disse à ANSA que ele era perito em neutralização de explosivos e que sempre agiu com muita cautela. Para ele, a bomba foi manipulada com "a intenção de provocar vítimas", pois tinha uma "espécie de armadilha".

A operação de neutralização do explosivo começou no início da manhã, após o projétil ser transferido do ponto onde caiu para um campo de futebol que ficava há uns 100 metros de distância.


Segundo Murad, esse ato fez com que o número de vítimas ficasse restrito. No mesmo gramado, nos últimos dias, foram desativadas outras bombas. A desativação de bombas só é possível pela trégua humanitária de 72 horas estar sendo respeitada pelos dois lados do conflito.

A ministra italiana do Exterior, Federica Mogherini, disse que a morte do repórter Simone Camilli é trágica. "É uma tragédia para a família e para nosso país", afirmou Mogherini, desejando condolências à família. 


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