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Jovem salvadorenha impedida de abortar passa por cesariana, mas bebê morre

Menina nasceu viva, mas sem cérebro, como havia sido detectado nos exames prévios

Internacional|Do R7

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Manifestantes protestam na sexta-feira em frente ao hospital onde a jovem está internada, em San Salvador
Manifestantes protestam na sexta-feira em frente ao hospital onde a jovem está internada, em San Salvador

A jovem salvadorenha, que sofre de lúpus e uma doença renal e à qual a Suprema Corte lhe negou o direito de realizar um aborto, passou por uma cirurgia cesariana nesta segunda-feira (3), mas o bebê, que era anencefálico (não tinha cérebro), morreu horas depois, informou a ONG pró-aborto que acompanhou o processo.

"A Beatriz (nome fictício) já foi operada. Foi uma operação limpa", afirmou a presidente da organização não-governamental ACDATEE, Morena Herrera.


— [A jovem] está se recuperando.

De acordo com Morena, a bebê, do sexo feminino, nasceu viva, mas sem cérebro, como havia sido detectado nos exames prévios.


— Ela morreu entre três e cinco horas depois.

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A jovem, de 22 anos, foi operada por médicos do Hospital Maternidade de San Salvador, onde se encontra há várias semanas.

O aborto em todas suas formas é penalizado pela legislação salvadorenha desde 1998. Morena afirmou que sua ONG, que deu todo respaldo para "Beatriz" elaborar seu pedido de aborto, espera que "ela se recupere bem" e possa voltar à sua família.

A Sala Constitucional da Suprema Corte de Justiça de El Salvador negou no último dia 28 de maio à "Beatriz" o recurso de amparo que a jovem apresentou para interromper sua gravidez, já que sofria de lúpus e uma doença renal, enquanto seu bebê, além disso, não tinha cérebro.

No entanto, no dia 29 de maio, a Corte Interamericana de Direitos Humanos, com sede na Costa Rica, ditou medidas provisórias a favor da jovem e pediu ao Estado salvadorenho que tomasse medidas para proteger a saúde da jovem, como um aborto terapêutico.

O Ministério da Saúde determinou posteriormente que "Beatriz" podia ser submetida a um "parto induzido" porque já tinha superado as 20 semanas de gravidez e, portanto, também o período de aborto.

O caso de "Beatriz", uma jovem de origem humilde que chegou ao hospital com problemas nutricionais, reabriu o debate em torno do aborto em El Salvador.

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