Juiz pede proteção para 2 acusados na denúncia de promotor assassinado
Internacional|Do R7
Buenos Aires, 21 jan (EFE).- Um juiz argentino pediu nesta quarta-feira proteção especial para duas pessoas, supostamente vinculadas com os serviços de inteligência, a quem o falecido promotor Alberto Nisman tinha mencionado em sua denúncia de encobrimento a terroristas iranianos. O juiz federal Ariel Lijo solicitou uma custódia especial para Luis Yrimia e Ramón Allan Bogado, depois que ontem a Secretaria de Inteligência (SE) assegurou à Justiça que nenhum dos dois acusados por Nisman faz parte do pessoal contratado pelo organismo. Em sua denúncia, Nisman aponta Yrimia e Bogado - com supostas conexões com a instituição de inteligência - como participantes do suposto plano para encobrir os acusados iranianos do atentado contra a associação mutual israelita Amia em 1994. O titular da SE, Oscar Parrilli, informou nesta terça-feira a Lijo que nenhuma das duas pessoas mencionadas por Nisman "pertencem nem pertenceram como pessoal permanente ou contratado" dos serviços, em um escrito divulgado posteriormente pela presidência argentina. A resposta de Parrilli concretizou-se depois que o governo de Cristina Kirchner se propôs na segunda-feira passada a divulgar os dados de inteligência envolvidos na denúncia de Nisman. O processo, cujo texto íntegro foi divulgado esta terça-feira por Lijo, aponta principalmente contra a presidente Cristina Kirchnner e o chanceler Héctor Timerman, acusados de orquestrar um "plano criminoso de impunidade" com o objetivo de favorecer as relações comerciais com Irã. Também são acusados o deputado governista Andrés Larroque e os militantes Luis D'Elía e Fernando Esteche. Lijo interrompeu nesta segunda-feira suas férias para assumir o caso da denúncia de Nisman, horas depois da divulgação da notícia da morte do promotor, que foi achado em sua casa de Buenos Aires com um tiro na têmpora. EFE fp/rsd












