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Julgamento de ataque na Nova Zelândia é adiado por Ramadã

Data inicial de 4 de maio de 202 foi adiada para 2 de junho, pois 'várias testemunhas que comparecerão ao julgamento professam a fé islâmica'

Internacional|Da EFE

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Ataque supremacista deixou 51 mortos em março
Ataque supremacista deixou 51 mortos em março

O julgamento do ataque supremacista que deixou 51 mortos no mês de março, na Nova Zelândia, foi adiado pois seu início coincidia com as celebrações do Ramadã, informaram nesta quinta-feira (12) fontes do Supremo Tribunal.

A data inicial foi marcada para 4 de maio de 2020, mas foi adiada para 2 de junho, pois "várias testemunhas que comparecerão ao julgamento professam a fé islâmica", de acordo a um comunicado do tribunal que a Agência Efe teve acesso.


A modificação foi feita a pedido do Ministério Público, alertando das "dificuldades geradas pela data do julgamento, pois coincidia com o mês sagrado islâmico do Ramadã, que ocorrerá durante o mês de maio do próximo ano", enquanto a defesa considerou que o atraso "é mínimo", segundo o documento judicial.

Pelo ataque supremacista contra duas mesquitas ocorridas em meados de março na cidade de Christchurch, na Ilha do sul, um australiano responde por 92 acusações, uma delas por terrorismo.


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O homem se declarou inocente em 14 de junho em sua terceira aparição no tribunal da Nova Zelândia, na qual se determinou que este está apto para ser submetido ao processo judicial que deve durar pelo menos seis semanas.

O acusado, que transmitiu o ataque ao vivo no Facebook, disparou à queima-roupa contra os muçulmanos que estavam nas mesquitas para as orações de sexta-feira.


O australiano, que também publicou sua ideologia supremacista nas redes sociais, surpreendeu as autoridades por não ter antecedentes criminais e obteve uma licença de armas em novembro de 2017, depois de cumprir os requisitos legais.

Desde o ataque em Christchurch, o governo da Nova Zelândia adotou várias medidas, como uma reforma da posse de armas semiautomáticas e promoveu, em nível mundial, regulamentos às redes sociais para impedir a propagação de mensagens de ódio, ao mesmo tempo em que criava uma Comissão Real para investigar os fatos.

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