Juncker é eleito presidente da próxima Comissão Europeia
Internacional|Do R7
Bruxelas, 27 jun (EFE).- O luxemburguês Jean-Claude Juncker foi eleito nesta sexta-feira pelos líderes da União Europeia (UE) presidente do próximo Executivo comunitário, confirmou o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. "Decisão tomada. O Conselho Europeu propõe Jean-Claude Juncker como próximo presidente da Comissão Europeia", disse Van Rompuy em mensagem no Twitter. Juncker -de 59 anos, ex-primeiro-ministro de Luxemburgo e ex-presidente do Eurogrupo- obteve o apoio da maioria dos vinte e oito dirigentes comunitários, apesar da oposição declarada dos primeiros-ministros britânico, David Cameron, e húngaro, Viktor Orban. Fontes da UE disseram à Agência Efe que "Reino Unido e Hungria votaram contra" a candidatura de Juncker para substituir o atual presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso, que deixará o organismo no final de outubro ou no início de novembro. Após a aprovação por maioria, o próximo passo é Juncker obter o sinal verde da Eurocâmara por uma maioria de 376 votos a favor, das 751 cadeiras existentes no plenário, em sessão que será realizada em 16 de julho em Estrasburgo (França). "Disse aos líderes da UE que viverão para lamentar o novo processo para escolher o presidente da Comissão", afirmou Cameron em mensagem do Twitter durante a reunião. "Sempre defenderei os interesses do Reino Unido", acrescentou. Horas antes, Cameron afirmara em seu perfil no Facebook que "há momentos nos quais é muito importante se ater aos princípios e às convicções, inclusive se as probabilidades estão fortemente contra". Em sua opinião, "não é justo" que os chefes de Estado ou de Governo eleitos por seus cidadãos "renunciem ao seu direito" de nomear o presidente do Executivo comunitário, "o papel mais importante da Europa". Para Cameron, Juncker é uma pessoa "equivocada" por ter estado no "coração do projeto", como antigo primeiro-ministro de Luxemburgo e presidente do Eurogrupo (ministros de Finanças dos países do euro), para "aumentar o poder de Bruxelas e reduzir os poderes dos Estados". EFE emm-cai-rja/dk (foto)











