Kerry vai a Israel e tenta manter diálogo do processo de paz com Palestina
Internacional|Do R7
Jerusalém, 5 nov (EFE).- O secretário de Estado americano, John Kerry, chegou nesta terça-feira a Israel para tentar dar um novo impulso ao processo de diálogo entre israelenses e palestinos, que se encontra em uma situação delicada por causa da expansão das colônias judaicas e as queixas palestinas da falta de avanços na negociação. Kerry chegou esta noite ao aeroporto de Ben Gurion e se deslocou a Tel Aviv, onde visitou o memorial de Yitzhak Rabin, o primeiro-ministro israelense assassinado em 1995 por um estudante da direita radical contrário aos seus ideais de entregar território em troca de paz aos palestinos. O chefe da diplomacia americana disse que os israelenses podem estar seguros de que os Estados Unidos permanecerão ao seu lado durante todo o percurso da negociação e destacou a importância de se chegar a um acordo de paz com os palestinos, assim como o compromisso de Washington com a solução de dois Estados no território. Amanhã, quarta-feira, Kerry se reunirá em Jerusalém com o primeiro- ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e na cidade cisjordaniana de Belém com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. A visita do chanceler acontece poucos dias depois de Israel libertar 26 presos palestinos e anunciar a continuidade dos planos para expandir 1.500 novas casas em assentamentos de Jerusalém Oriental e Cisjordânia. Nos últimos dias fontes oficiais palestinas se queixaram que durante as conversas os enviados americanos parecem atuar mais como observadores passivos que como mediadores. Alguns veículos da imprensa apontaram que quinta-feira o responsável palestino Saeb Erekat ameaçou se retirar do diálogo pela falta de compromisso de Israel após o anúncio da construção das novas casas em colônias, embora este extremo tenha sido desmentido posteriormente pelo próprio chefe negociador. Abbas deve pedir a Kerry que os Estados Unidos apresentem uma referência para um acordo permanente antes que vença o prazo de negociação que as partes se comprometeram, que acaba em março, segundo o jornal israelense "Ha'aretz". Já o primeiro-ministro israelense disse na segunda-feira, na reunião parlamentar de seu partido, Likud, que seu governo examinará qualquer proposta de paz, mas reforçou que não aceitará "ditados externos" nas atuais negociações com os palestinos. Suas palavras fazem referência às declarações de Zahava Gal-On, deputada e presidente do partido de esquerda israelense Meretz, de que Washington, principal impulsor do diálogo, prevê apresentar uma proposta de paz em janeiro. Desde que retomaram a negociação direta no final de julho e após quase três anos de interrupção brusca, israelenses e palestinos tiveram cerca de 15 encontros em Jerusalém e Jericó. EFE jg/cd












