Kosovo declara funcionário russo da ONU 'persona non grata'

Primeiro-ministro informou que decisão foi tomada 'devido à atividade do russo contra a ordem constitucional, valores universais, a paz e a estabilidade'

 
Hashim Thaçi, presidente de Kosovo

Hashim Thaçi, presidente de Kosovo

Valdrin Xhemaj/EFE - 29.5.2019

O governo do Kosovo declarou, nesta sexta-feira (31), "persona non grata" o funcionário russo da Missão da ONU no país (UNMIK), Mikhail Krasnoschokov, que foi detido e ferido na terça-feira em uma operação da polícia.

"A decisão foi tomada devido à atividade do cidadão russo contra a ordem constitucional do Kosovo, os valores universais, a paz e a estabilidade", declarou o primeiro-ministro kosovar, Ramush Haradinaj, segundo o site da emissora kosovar RTK2.

A polícia realizou na terça-feira uma operação contra o crime organizado no norte do país, onde vive a maioria sérvia, na qual deteve várias pessoas.

O governo sérvio classificou esta ação como "intimidação" à população e alertou suas forças de segurança.

Krasnoschokov, que tinha imunidade diplomática, também foi detido na operação, mas depois foi colocado em liberdade.

A UNMIK informou então que seu funcionário foi detido durante o cumprimento de tarefas no norte.

Nos dias anteriores, os veículos de imprensa kosovares informaram que as autoridades judiciais do Kosovo pediram à UNMIK que suspendesse a imunidade diplomática de Krasnoschakov.

O russo foi levado ontem a um centro clínico em Belgrado, na Sérvia, devido aos ferimentos sofridos na terça-feira, após passar dois dias em um hospital de Mitrovica, no norte de Kosovo.