Latino-americanos preferem a influência da China à dos EUA
Apenas mexicanos, brasileiros e salvadorenhos ainda preferem os americanos como parceiros
Internacional|Do R7
A crescente influência da China na América Latina é preferida na região, na frente da dos Estados Unidos, embora manter fortes laços com o vizinho do norte continue sendo uma prioridade, segundo uma pesquisa do Pew Research Center publicada nesta quinta-feira (18) em Washington.
"Embora os Estados Unidos geralmente sejam apontados como tendo maior impacto que a China, a influência da China é vista de maneira mais positiva na maioria dos países", afirmou a pesquisa, realizada com mais de 6.100 pessoas em Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, El Salvador, México e Venezuela, como parte de um estudo global sobre a percepção das duas potências em quatro dezenas de países.
Apesar do crescimento chinês, influência dos EUA no mundo continua sendo preponderante
Peso dos países emergentes no comércio mundial continua aumentando
Na Venezuela, que recebeu investimentos e financiamentos chineses milionários, 57% dos pesquisados encara como positiva a influência de Pequim, e o número sobe a 71% se for consultada a influência na economia. Já o peso geral de Washington no país é bem visto por 29%, e por 46% em assuntos econômicos.
Na Bolívia (31%), na Argentina (27%) e no Chile (36%) também são em maior número os que veem com bons olhos o papel da China, enquanto os Estados Unidos encontram apoio no México (33%), em El Salvador (51%) e no Brasil (46%), ainda que por estreita margem em comparação com os asiáticos.
A vantagem dos americanos na região se dá no campo do "soft power", que compreende sua tecnologia, a maneira de fazer negócios e a cultura popular adotada por muitos latino-americanos, segundo o Pew Research Center, um centro de estudos com sede em Washington.
China já é considerada a primeira potência mundial, diz pesquisa
EUA querem multiplicar por cinco o comércio com Brasil, diz vice-presidente
O presidente Barack Obama, que afirmou que a América Latina representa uma oportunidade para seu país, viajou em maio à Costa Rica e ao México e tentou relançar a relação com a região, grande esquecida de Washington na última década.
Mas a China não fica atrás, e o presidente Xi Jinping realizou no fim deste mês um giro por Trinidade e Tobago, Costa Rica e México, que apoiam o aumento dos investimentos e o comércio chinês com a América Latina, que converteram o gigante asiático em um dos principais sócios da região.
O que acontece no mundo passa por aqui
Moda, esportes, política, TV: as notícias mais quentes do dia











