Líder muçulmano e mais três pessoas são assassinados no Quênia
Internacional|Do R7
Nairóbi, 4 out (EFE).- O importante clérigo muçulmano Sheikh Ibrahim Rogo, que teria ligações com a milícia Al Shabab, e outras três pessoas foram assassinadas por pistoleiros na cidade portuária de Mombaça, no sudeste do Quênia, informou nesta sexta-feira o jornal local "Daily Nation". Segundo a publicação, Rogo e quatro companheiros voltavam ontem à noite para casa da mesquita de Moussa quando o veículo no qual viajavam foi baleado, a meio quilômetro da delegacia de Bamburi, no norte de Mombaça. Só um dos ocupantes da caminhonete, Salim Aboud, sobreviveu ao ataque ao se fingir de morto. Segundo a testemunha, vários homens armados começaram a disparar no veículo até a caminhonete sair da estrada. Aboud disse que ouviu um dos agressores falar "acabamos com eles" antes fugirem em um carro. O líder muçulmano Abubakar Sheriff, que foi ontem na cena do ataque, acusou a Unidade da Polícia Antiterrorismo (ATPU) pelo massacre. "A ATPU estava aqui, por que saíram correndo? Que vamos fazer agora e por que estão nos matando? Nós não matamos ninguém mas a polícia está matando a muçulmanos inocentes", afirmou Sheriff. Ibrahim Rogo era considerado o sucessor de Aboud Rogo, radical islâmico assassinado em Mombaça em circunstâncias muito similares em 27 de agosto de 2012. Após a morte de Aboud Rogo, em agosto do ano passado, ocorreu uma onda de violência na cidade que deixou pelo menos três policiais mortos e vários feridos. A ONU e Estados Unidos consideravam o clérigo muçulmano assassinado ontem um dos principais líderes da milícia fundamentalista islâmica somali Al Shabab no Quênia. Além disso, ele foi julgado por sua suposta relação com o ataque de 2002, em Mombaça, ao Hotel Paradise (de propriedade judaica), que acabou com a vida de 13 pessoas e deixou 80 feridos. As acusações foram posteriormente rechaçadas. Em fevereiro, o religioso foi detido pela suposta posse de um kalashnikov, 113 carregadores de munição, duas granadas, duas pistolas e 102 detonadores. Cerca de 20% da população queniana professa a fé muçulmana, concentrada majoritariamente no litoral do país africano. Embora a convivência entre as diferentes religiões no Quênia -onde a maioria da população é cristã- seja tradicionalmente pacífica, nos últimos anos aumentaram os ressentimentos entre cristãos e muçulmanos. Em parte, isto de deve ao recrutamento em território queniano, por parte da Al Shabab, de novos combatentes, que teriam cometido diversos atentados no Quênia. EFE jt/dk











