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Lista de premiê iraquiano vence eleições em 7 das 12 províncias do país

Internacional|Do R7

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A lista do premiê iraquiano Nouri al-Maliki conquistou a maioria dos assentos nos conselhos locais em sete das 12 províncias que realizaram eleições regionais em 20 de abril, de acordo com os resultados oficiais divulgados neste sábado.

Esta eleição, a primeira desde a saída das tropas americanas do Iraque no final de 2011, foi um teste de popularidade para o líder do governo xiita, muito criticado até mesmo por sua própria comunidade.


Desde o final de 2012, milhares de iraquianos sunitas exigem a saída de Maliki, acusado de marginalizar esta comunidade.

Maliki também é acusado por membros de sua coalizão de governo e opositores de monopolizar o poder que ocupa desde 2006.


A lista de "Estado de Direito" de Maliki, conquistou a maioria dos assentos nas províncias de Bagdá, Karbala, Babilônia, Basra, Zi Qar, Muthanna e Diwaniya, regiões com maioria xiita ou mista.

A formação terminou em segundo lugar em Maysan, atrás do movimento do clérigo xiita Moqtada Sadr.


Listas locais obtiveram a maioria dos assentos nas províncias de Diyala, Salahuddin e Najaf.

A lista do chefe do Parlamento Osama al-Noujaifi terminou em segundo lugar com uma lista local em Salahuddin.


A "Coalizão do Cidadão", do líder do Conselho Supremo Islâmico do Iraque Ammar al-Hakim (xiita), terminou em segundo lugar em Najaf, Babilônia, Diwaniyah, Basra, Zi Qar, Muthanna, e em Wasit esteve muito próximo da lista de Maliki.

O Iraque tem um total de 18 províncias.

A votação foi adiada em Al-Anbar e Nínive, duas províncias predominantemente sunitas, por razões de segurança e devem acontecer em breve.

Nos próximos meses, as eleições deverão ocorrer nas três províncias da região autônoma do Curdistão (norte).

Desde 2005, nenhuma votação foi realizada na província de Kirkuk, devido às divergências persistentes entre as diversas comunidades e grupos étnicos.

A campanha eleitoral, principalmente nos primeiros meses do ano, foi marcada por um forte aumento da violência. Quatorze candidatos foram assassinados desde o início do ano e os atentados se multiplicaram em geral em todo o Iraque.

No dia da eleição, três pessoas morreram em ataques.

Cerca de 13,8 milhões de eleitores foram convidados a votar em mais de 8.000 candidatos que disputaram 378 assentos. De acordo com a Comissão Eleitoral, a taxa de participação foi de 51%.

As assembleias provinciais são responsáveis pela nomeação do governador, que dirige a administração provincial, as finanças e supervisiona os esforços de reconstrução do país assolado por décadas de conflitos.

No entanto, durante a campanha, os candidatos não trataram dos temas caros aos eleitores, como a luta contra a corrupção e as deficiências nos serviços públicos. E, como é a regra no Iraque, os laços religiosos, comunitários e tribais tiveram mais influência na escolha dos eleitores.

O Iraque foi atingido no final de abril por uma onda de violência sectária particularmente mortal (mais de 240 mortos em poucos dias), após uma ataque das tropas oficiais contra um acampamento de manifestantes sunitas, apoiados por homens armados hostis ao presidente Maliki, que foi seguido de ataques de retaliação contra o exército. No ataque, em 23 de abril, oito crianças estavam entre as dezenas de mortos, de acordo com a UNICEF.

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