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Londres defende sua atuação diante de assassinato do soldado Rigby

Internacional|Do R7

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Patricia Rodríguez. Londres, 24 mai (EFE).- A Scotland Yard está dando seguimento nesta sexta-feira à investigação do ataque brutal a um soldado britânico em Londres, enquanto o governo defendeu que os serviços secretos haviam fichado os assassinos, dois supostos radicais islamitas. A Polícia Metropolitana ainda está interrogando um homem e uma mulher de 29 anos que foram detidos ontem como supostos cúmplices no assassinato na quarta-feira do militar Lee Rigby no bairro de Woolwich. A morte de Rigby, de 25 anos, comoveu o Reino Unido e gerou medo sobre a convivência entre diferentes comunidades, por isso as autoridades, tanto políticas como religiosas, fizeram hoje novos apelos à união. Os serviços de segurança enfrentarão uma investigação parlamentar após ser confirmado que os dois suspeitos, os britânicos de origem nigeriana Michael Adebolajo e Michael Adebowale, de 28 e 22 anos, já estavam fichados havia oito anos pelas autoridades. Os dois suspeitos, detidos pouco depois do assassinato e filmados por passantes, estão sob vigilância policial em dois hospitais diferentes de Londres, onde foram internados, feridos pelos disparos dos policiais, e sua condição é estável. Embora Cameron não tenha dado detalhes da investigação para não interferir em seu andamento, o governo precisou sair em resposta a algumas críticas divulgadas hoje pelos meios de comunicação. O ministro de Comunidades britânico, Eric Pickles, disse hoje à emissora "BBC" que, embora seja feita uma investigação profunda da atuação dos serviços secretos, é "impossível controlar todo o mundo o tempo todo" embora os criminosos estivessem fichados. "Vi especialistas em segurança explicar como é difícil, em uma sociedade livre, poder controlar todo o mundo", observou. Instantes depois que Rigby caiu morto, um de seus supostos agressores, com as mãos ensanguentadas e um facão, se deixou filmar por uma câmera "justificando" o crime em nome de Alá, o que provocou alguns incidentes, como assaltos a mesquitas, no Reino Unido. Um deles aconteceu ontem à noite em um centro islamita situado em Belfast (Irlanda do Norte), que foi atacado com uma garrafa cheia de tinta, segundo informou hoje o Serviço de Polícia da Irlanda do Norte (PSNI), que considerou o incidente como uma possível agressão xenófoba. Enquanto as investigações continuam, o arcebispo de Canterbury e primaz anglicano, Justin ++Welby++, compareceu hoje junto ao Conselho Muçulmano britânico em Leicester (Inglaterra) para assegurar que o brutal assassinato do soldado por supostos radicais islamitas "não dividirá às comunidades". Também o vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg, enviou outra mensagem de unidade à cidadania ao alertar hoje, em uma visita a um centro ecumênico do norte de Londres, que o propósito dos agressores é "disseminar a semente do medo e a divergência". Diante do medo de que o crime intensifique as rusgas entre as diferentes comunidades que convivem no Reino Unido, o líder liberal-democrata elogiou os líderes muçulmanos que se apressaram a condenar com "muita contundência e clareza" o assassinato logo após acontecer. Segundo um vídeo divulgado hoje pelo tabloide "Daily Mirror", policiais armados chegaram ao local do crime 13 minutos após receber a primeira ligação de emergência e dispararam no total oito balas contra os suspeitos. Em resposta às críticas, Richard Barrett, ex-diretor dos serviços de contra-espionagem britânicos MI5, opinou que é "muito difícil" encontrar algum "sinal" que possa permitir às forças da ordem prevenir ou antecipar um crime com essas características. Além disso, em entrevista à emissora britânica "Radio 4", o ex-comissário da Polícia Metropolitana de Londres Iain Blair confiou em que o comitê investigador "aja rápido" para estabelecer possíveis erros. Iain Blair ressaltou que "é importante que o público saiba que os serviços de segurança e a polícia agem adequadamente". EFE prc/tr (foto)

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