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Macri promete manter titularidade pública de companhias aéreas e YPF

Internacional|Do R7

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Buenos Aires, 19 jul (EFE).- O prefeito de Buenos Aires e candidato à Presidência da Argentina, o conservador Mauricio Macri, se comprometeu neste domingo a manter a titularidade pública de Aerolíneas Argentinas e YPF, nacionalizadas pela atual governante argentina, Cristina Kirchner. Macri lançou as linhas gerais de seu programa no escritório eleitoral de seu partido, o Proposta Republicana (Pro), após conhecer os resultados do segundo turno das eleições ao governo de Buenos Aires, nas quais venceu seu homem forte, Horacio Rodríguez Larreta, mas por uma margem muito menor do que o esperado, apenas três pontos, sobre o centro-esquerdista Martín Lousteau. Apesar do revés sofrido por seu candidato, para o qual as pesquisas davam uma vantagem mínima de dez pontos, Macri minimizou a importância do resultado e insistiu na necessidade de mudança na Argentina. Segundo sua opinião, o fato de que, paradoxalmente, Lousteau faça parte de uma força aliada da direita em nível nacional, na coalizão batizada de "Cambiemos", confirma suas chances de vitória nas primárias do próximo dia 9 e nas presidenciais de outubro. "Queremos uma Argentina federal de verdade e para isso vamos fazer um governo que trabalhe com inteligência para desenvolver este país", continuou Macri na apresentação de seu programa. "A Aerolíneas Argentinas vai continuar sendo estatal, mas bem administrada. Não se pode ter perdido 5 bilhões de pesos e que não tenham sido usados para que não haja nem um argentino sem sistema de esgoto nem água corrente em casa", afirmou. Em caso de chegar à presidência, a YPF "vai continuar sendo administrada pelo Estado. A YPF que eles privatizaram e que agora confiscaram violando a Constituição e nos trazendo muito descrédito em todo o mundo vai liderar a recuperação da soberania energética que este governo perdeu", acrescentou. O ainda prefeito portenho defendeu também a melhora na educação pública e apostou em uma Justiça "independente", em meio à polêmica criada entre o governo de Cristina Kirschner e um setor do Poder Judiciário pela retirada de juízes que levavam causas que afetavam diretamente os interesses do Executivo. "Queremos uma Justiça independente com juízes probos, que decidam conforme à lei, fazendo respeitar a lei e não por ajustes e 'amiguismos' da política", continuou. "Basta de perseguir quem pensa diferente, o poder é do povo não dos governantes. Os dirigentes estamos aqui para servir, não para concentrar poder", insistiu. Contabilizadas 99,99% das mesas eleitorais, Larreta, tinha 51,64% dos votos, frente a Lousteau, com 48,36%, apenas 3,3 pontos de diferença no segundo turno das eleições ao governo de Buenos Aires. Segundo os dados oficiais, o nível de participação na eleição foi de 69,57%, com uma porcentagem de votos em branco de 5,08%. Lousteau, ministro da Economia durante o primeiro mandato de Cristina Kirchner (2007-2011) e hoje batendo de frente com o governo, conseguiu há duas semanas 25% dos votos. EFE mar/ma (foto) (vídeo)

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