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Macron é denunciado no TPI por violência contra 'coletes amarelos'

Denúncia contém testemunhos de pessoas feridas nas manifestações em Paris, entre eles o de uma idosa morta e um homem que perdeu a mão

Internacional|Da EFE

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Macron teria ordenado violência em protestos
Macron teria ordenado violência em protestos

A advogada Sophia Albert Salmeron denunciou nesta terça-feira (11) o presidente da França, Emmanuel Macron, e seu ministro do Interior, Christophe Castaner, no Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostos crimes contra a humanidade cometidos pela polícia francesa contra os coletes amarelos em manifestações.

"As forças da ordem cometeram crimes de perseguição contra o movimento dos 'coletes amarelos' porque o governo deu a ordem", disse à Agência Efe Salmeron após entregar a denúncia em Haia.

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O documento, de mais de 100 páginas, contém os testemunhos de pessoas feridas nas manifestações em Paris, entre outras cidades, e pede à promotoria do TPI que abra um expediente preliminar contra a França.

Entre os casos relatados estão o de Zineb Redouane, uma idosa que morreu em dezembro do ano passado após ser atingida no rosto por uma granada de gás lacrimogêneo, e o de outro homem que perdeu a mão após pegar no chão um artefato similar que ainda não tinha explodido.

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Segundo Salmeron, cerca de mil pessoas sofreram ferimentos nas manifestações, alguns causados por armas utilizadas por agentes antidistúrbios franceses que estão "proibidas" pela União Europeia.

"Estamos vendo como a cada fim de semana homens, mulheres, crianças e inclusive pessoas incapacitadas são agredidas pela polícia", criticou a advogada.

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"Pessoas estão sendo perseguidas, agredidas e mutiladas. É inaceitável", acrescentou Salmeron, para quem a maioria dos manifestantes detidos nos protestos "foram presos sem motivo".

Para ela, os principais responsáveis pela violência são o presidente Macron e o ministro Castaner, mas os comandantes da polícia também têm culpa porque "estão obedecendo ordens que são claramente ilegais".

A advogada, que foi ao tribunal acompanhada por um pequeno grupo de "coletes amarelos" holandeses, incentivou os membros deste movimento em outros países a denunciar a suposta repressão dos governos no TPI.

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