Maduro chama Guaidó de 'verme desprezível' por apoio a bloqueio
O líder chavista respondeu que tudo na vida tem sua hora e que a Justiça tarda, mas não falha, em um novo recado ao líder da oposição
Internacional|Da EFE

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chamou neste sábado o líder do parlamento, o opositor Juan Guaidó, de "verme desprezível" e o acusou de estar por trás do bloqueio de bens do país decretado pelos Estados Unidos.
Segundo Maduro, as novas sanções econômicas aplicadas pelo governo de Donald Trump foram uma demanda de Guaidó. O líder chavista ainda fez ameaças ao opositor, afirmando que, em algum momento, a Justiça da Venezuela atuará contra ele.
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"(O bloqueio) foi uma solicitação deste bandido, deste verme desprezível chamado Juan Guaidó. Verme desprezível que atua contra sua pátria", disse Maduro durante uma manifestação contra as sanções americanas organizada em Caracas.
Enquanto Maduro discursava, os simpatizantes do governo pediam "justiça". O líder chavista respondeu que tudo na vida tem sua hora e que a Justiça tarda, mas não falha, em um novo recado ao líder da oposição, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países, entre eles o Brasil e os EUA.
"Toda essa agressão econômica contra as finanças, o comércio, os alimentos e os remédios. Toda essa maldade, essa bestialidade foi solicitada e apoiada abertamente por esse verme, esse traidor da pátria chamado Juan Guaidó", disse Maduro.
Ao longo da semana, Maduro já havia alertado que castigaria com severidade os "traidores" que apoiarem o bloqueio decretado por Trump. Um dia depois, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela (TSJ) confirmou punições para esse tipo de caso.
"A Justiça venezuelana estará atenta para castigar com severidade qualquer tentativa de apoiar setores que tenham como objetivo limitar as necessidades básicas do nosso povo. (...) Puniremos qualquer tentativa de minar a soberania da Venezuela e o supremo direito de escolhermos o nosso destino", disse o TSJ em comunicado.
O procurador-geral da Venezuela, Tareq Saab, criticou ontem o fato de o decreto de Trump ter sido apoiado por "ápatridas que se dizem venezuelanos". Ele, porém, não citou explicitamente Guaidó.










