Logo R7.com
RecordPlus

Maduro diz que receberá benção do papa na próxima segunda-feira

Internacional|Do R7

  • Google News

Caracas, 10 jun (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, confirmou nesta segunda-feira que na próxima semana, no dia 17 de junho, terá um encontro com o papa Francisco em Roma, reunião na qual receberá "as bênçãos" e "a orientação" do sumo pontífice. "Em nome de todo o povo da Venezuela vou receber as bênçãos e a orientação do papa Francisco", disse Maduro após confirmar o encontro durante um ato de governo em Caracas, transmitido pela emissora de TV estatal "VTV". O presidente declarou que a sua viagem a Roma tem como objetivo principal receber o reconhecimento por parte da Organização Mundial para a Agricultura e Alimentação (FAO, sigla em inglês) "porque a Venezuela é o país que mais fez contra a fome no mundo". "Sabendo que vou estar em Roma, agendei uma audiência com o papa Francisco e tenho grandes expectativas, porque o papa Francisco deu declarações muito bonitas sobre a ética da humildade", comentou. Também comemorou as críticas que o papa fez recentemente ao "capitalismo selvagem" e afirmou que ele "quebrou um conjunto de protocolos que mostram um espírito de mudança". Mais cedo, o porta-voz do Vaticano Federico Lombardi confirmou à Agência Efe que o papa Francisco receberá Maduro na próxima segunda-feira no Vaticano. Está será a primeira visita do presidente Maduro ao Vaticano. Seu antecessor, Hugo Chávez, esteve na Sede Apostólica em três ocasiões, quando se reuniu com João Paulo II em 1999 e 2001 e com Bento XVI em 2006. Na próxima semana, além disso, três deputados da oposição venezuelana se reunirão com o secretário das Relações Exteriores do Vaticano, Dominique Mamberti, e falarão sobre a necessidade de "medidas humanitárias" para presos e exilados. O deputado Edgar Zambrano disse à Efe que ele e outros dois deputados se encontrarão no dia 18 com monsenhor Mamberti, considerado o chanceler do Vaticano, e que no dia 19 estarão presentes na audiência geral do papa Francisco. Durante o encontro, os parlamentares vão pedir "medidas humanitárias" para 235 pessoas, 25 delas consideradas presos políticos pela oposição, que estão sendo submetidas a julgamento por tentativa de golpe e pela greve do setor petrolífico em 2002, além de outros eventos posteriores. EFE nf/rpr

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.