Mais de 70% dos suíços rejeita abolição do serviço militar obrigatório
Internacional|Do R7
Genebra, 22 set (EFE).- Os suíços rejeitaram neste domingo por grande maioria em plebiscito a abolição do serviço militar obrigatório, com 73,2% da população, segundo a apuração definitiva; a iniciativa não teve aprovação em nenhum dos cantões ou regiões da Confederação Helvética. Pouco mais de 1,7 milhão de pessoas votaram "não" à proposta da organização pacifista "Por uma Suíça sem Exército" (GSsA, na sigla em francês), frente às 646 mil pessoas que se mostraram partidárias da abolição do serviço, que é a base das Forças Armadas. Com uma participação em todo o país superior a 46%, os cantões - administrações regionais - mais contrários à iniciativa do GSsa foram os alemães, vários pontos acima de 80%. O cantão de Genebra foi o mais moderado de todo o país em sua rejeição, com 57,9% dos votos negativos. O porta-voz do GSsA, Nikolai Prawdzic, expressou sua decepção após ser divulgada a negativa à proposta de abolir o serviço militar obrigatório, mas reconheceu que "o resultado era previsível". "Acho que muita gente temia o desaparecimento do controle democrático do Exército", disse o porta-voz da coalizão de socialistas, verdes e coletivos feministas. Esse é o pior resultado obtido para a iniciativa da GSsA, que levou o plebiscito a questão da abolição do serviço militar obrigatório pela terceira vez desde 1989, quando obtiveram o apoio de mais de 36% da sociedade em um momento histórico marcado pela queda da Cortina de Ferro. Na convocação de hoje, os suíços também foram consultados pela liberalização dos horários das lojas em postos de gasolina, para que possam abrir durante 24 horas, assim como pela vacinação obrigatória. A primeira medida teve aprovação de 55,8% dos eleitores, e a segunda, de 60%. Os habitantes do cantão de Tessino aprovaram com 58% dos votos a proibição de andar com o rosto tapado em lugares públicos, uma iniciativa popular conhecida como lei "anti-burka" ou "anti-véu". EFE sga/dr










