Mali receberá 3,25 bi de euros da comunidade internacional para reconstrução
Internacional|Do R7
Bruxelas, 15 mai (EFE).- A comunidade internacional apoiará com mais de 3,25 bilhões de euros a reconstrução do Mali, anunciou nesta quarta-feira o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, ao término da conferência de doadores realizada em Bruxelas. O montante, que inclui compromissos de países e organizações de todo o mundo, supera amplamente o objetivo que as autoridades malinesas haviam fixado antes da reunião, que se situava em torno de 2 bilhões. A União Europeia (UE) fornecerá 520 milhões de euros, sendo 280 milhões apenas da França, segundo anúncio feito hoje pelo presidente François Hollande. O líder francês ressaltou a contribuição da reunião para "ganhar a paz" e permitir o desenvolvimento do Mali após o conflito vivido no norte do país, onde a intervenção militar francesa, com o apoio de tropas de vários países africanos, deteve o avanço de três grupos salafistas que haviam tomado essa região e ameaçavam conquistar todo o país. "Hoje se abriu uma bela página", assinalou Durão Barroso, que destacou o compromisso demonstrado pela Europa e seus países-membros. Para os fundos serem liberados, no entanto, o Governo de transição malinês deverá cumprir suas promessas e fazer progressos com relação ao retorno da ordem constitucional, começando pela realização de eleições democráticas em julho. A advertência foi feita hoje pelos representantes de vários países da União Europeia, que junto à França se ocupou da organização da reunião. Os fundos servirão para financiar o programa de recuperação desenhado pelas autoridades malinesas, que terá custo total de mais de 4,3 bilhões de euros para 2013 e 2014. O plano é estruturado através de 12 grandes prioridades, entre elas restaurar a integridade territorial do país, organizar eleições livres e transparentes e relançar a economia. O presidente interino do Mali, Dioncounda Traoré, agradeceu à comunidade internacional seu apoio econômico e assegurou que o país promoverá uma verdadeira "refundação". EFE mvs/pa (foto) (vídeo)












