Ministros de extrema-direita abandonam governo da Áustria
Ultranacionalistas anunciaram saída de coalizão após destituição de Herbert Kickl, que será investigado por escândalo de corrupção que adiou eleições
Internacional|Da EFE

Os membros do partido ultranacionalista FPÖ no governo da Áustria anunciaram nesta segunda-feira (20) sua saída da coalizão que formada desde dezembro de 2017 com o Partido Popular em protesto pela destituição do titular de Interior.
O FPÖ cumpriu assim com a ameaça de sair do governo, minutos depois que o chanceler e líder popular, Sebastian Kurz, tinha anunciado que pediria a destituição de Herbert Kickl para garantir uma investigação transparente do escândalo de corrupção que provocou a convocação de eleições antecipadas.
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Kurz argumentou que Kickl ocupava o cargo de secretário-geral e diretor de finanças do FPÖ quando, em 2017, foi gravado um vídeo clandestino no qual Heinz-Christian Strache se mostrava disposto a oferecer contratos públicos em troca de financiamento ilegal.
Strache renunciou há dois dias dos cargos de líder do partido e vice-chanceler da Áustria.
O chanceler afirmou que Kickl deveria ter seguido o exemplo de Strache e pedido demissão para não deixar qualquer dúvida sobre possíveis interferências na investigação.
O FPÖ tem cinco ministérios no atual governo interino com o Partido Popular (ÖVP): Interior, Defesa, Relações Exteriores, Transportes e Saúde.
Essas pastas serão assumidas agora por especialistas e funcionários do primeiro escalão, como tinha previsto Kurz antes que a renúncia dos ministros do FPÖ se tornasse oficial.
O chanceler anunciou no último sábado a convocação de eleições antecipadas, que acontecerão em setembro, ao entender que, depois do vídeo de Strache, era impossível manter a atual coalizão.













