Mujica vai conversar com Dilma sobre acordo Mercosul-UE e situação no Haiti
Internacional|Do R7
Montevidéu, 9 nov (EFE).- O presidente do Uruguai, José Mujica, viajará neste domingo ao Brasil para se reunir com a presidente Dilma Rousseff e dialogar sobre as negociações entre o Mercosul e a União Europeia (UE) e a situação do Haiti, onde ambos os países têm tropas ao serviço da ONU, informaram fontes oficiais uruguaias. O presidente uruguaio analisará com Dilma o andamento das negociações entre Mercosul e UE que "depois de uma década trancadas ambos os países estão impulsionando fortemente", disse o pró-secretário da Presidência uruguaia, Diego Cánepa, em entrevista coletiva. "Uruguai, Brasil e Paraguai já têm pronta a oferta que apresentarão à UE, mas a Argentina vive uma realidade diferente", acrescentou. Os quatro países junto com a Venezuela integram o Mercosul. "Queremos avançar nesse tema e consolidar as ofertas porque conseguir um acordo comercial com a UE pode ser de grande benefício para o Mercosul", assinalou o funcionário. Mujica também vai falar com Dilma sobre a "complexa situação" que se vive no Haiti onde Brasil e Uruguai fornecem milhares de militares para a força de Paz das Nações Unidas conhecida como "capacetes azuis". A ideia do Governo uruguaio é que "se devem avaliar" as conquistas da missão da ONU naquele país e a "evolução política interna". Mujica é partidário de pôr fim à missão dos militares uruguaios no Haiti onde estão presentes há vários anos. O presidente uruguaio vai conversar, além disso, com Dilma sobre temas bilaterais e as conquistas alcançadas pelo Grupo de Alto nível uruguaio-brasileiro criado em 2012 com o objetivo de "dar maior ritmo às relações e à integração", disse. Cánepa assinalou que alguns dos temas de interesse recíproco estão "travados" por questões "técnicas e políticas" e se "necessita uma resolução presidencial para avançar", mas não deu detalhes sobre os mesmos. "O Uruguai tem muito interesse em que se concretize a interconexão energética com o Brasil por razões estratégicas e para deixar de depender da Argentina quando sofre secas e cai a geração de energia em suas hidrelétricas", acrescentou. EFE jf/ma











