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Mursi insiste que é o presidente legítimo do Egito em início de julgamento

Ex-líder egípcio é julgado por fugir da prisão durante a revolução de 2011

Internacional|Do R7

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Imagem da rede de TV egípcia mostra Mursi em uma cela no tribunal improvisado dentro de uma delegacia de polícia
Imagem da rede de TV egípcia mostra Mursi em uma cela no tribunal improvisado dentro de uma delegacia de polícia

Mohammed Mursi, deposto em julho de 2013, insistiu nesta terça-feira (28) que é o "presidente legítimo" do Egito e que não reconhece o tribunal que o processa, durante a primeira sessão do julgamento por sua fuga da prisão durante a revolução de 2011.

Durante a leitura das acusações na sede da Academia de Polícia do Cairo, onde é realizado o processo, Mursi afirmou que ele é um preso político, não um detido a mais.


"Sabe o senhor quem sou eu? Sou o presidente legítimo deste país", disse o ex-mandatário à Corte, para acrescentar que o julgamento que está sendo realizado contra si não é legal. Após o discurso de Mursi, o juiz Shaban al Shami, o questionou.

"Quem é você? Pois eu sou o chefe da Corte Penal". Enquanto isso, o resto dos acusados presentes na audiência, 20 membros e dirigentes da Irmandade Muçulmana, gritavam "Abaixo o Governo militar!".


Mursi, que chegou ontem de helicóptero à Academia de Polícia, apareceu perante o tribunal com o uniforme branco de detido provisório.

O acusado se negou a entrar no cubículo à prova de som que haviam preparado para evitar que interrompesse suas declarações, como fez durante seu comparecimento em 4 de novembro em outro caso.


A sessão do julgamento não foi transmitida ao vivo como foi anunciado a princípio, e a televisão oficial só divulgou pedaços do julgamento com horas de atraso.

É a segunda vez desde sua destituição em 3 de julho que são vistas imagens de Mursi, embora ao contrário da anterior, durante a primeira sessão do julgamento por seu suposto envolvimento no assassinato de manifestantes, agora sim vestiu o uniforme branco de preso e não uma roupa qualquer.


Além de Mursi, também estão sendo julgadas -embora a maioria à revelia- outras 130 pessoas, entre elas membros do grupo palestino Hamas e do libanês Hezbollah, além da confraria.

O julgamento é realizado no meio de um forte dispositivo de segurança e com a presença de 20 acusados, já que contra o resto há uma ordem de busca e captura.

As acusações incluem o sequestro e assassinato de policiais, o uso de armas para resistir ao regime egípcio, atos de hostilidade para pôr em perigo a integridade do país e sua unidade territorial e do assassinato de oficiais e membros da Polícia.

Outros acusações são o incêndio de edifícios do Governo e da Polícia, ataque e saque das prisões e a ajuda a presos para que escapem de prisão.

Mursi enfrenta outras três causas judiciais, acusado da morte de manifestantes em dezembro de 2012, de revelar segredos de Estado e conspirar para perpetrar atentados terroristas no Egito, e de insultar o Poder Judiciário.

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