Mursi será julgado na academia policial que abriga o processo a Mubarak
Internacional|Do R7
Cairo, 3 nov (EFE).- O presidente egípcio deposto em julho, o islamita Mohammed Mursi, será julgado amanhã, segunda-feira, na mesma academia policial que abriga o atual processo contra o ex-presidente Hosni Mubarak, informaram neste domingo a Agência Efe fontes judiciais. O local, afastado do centro do Cairo, foi eleito por motivos de segurança pelo Ministério da Justiça, em coordenação com as forças de segurança. Por outra parte, a agência egípcia, "Mena", informou que o ministro egípcio do Interior, Mohammed Ibrahim, teve neste domingo uma reunião com seus auxiliares para analisar o plano de segurança para a primeira sessão do julgamento de Mursi, que está preso em um local desconhecido desde que foi derrubado por um golpe de Estado militar em 3 de julho. O ministro ressaltou a necessidade de aumentar a vigilância nas vias que conduzem à academia, onde só poderá entrar quem tiver autorização oficial. Ibrahim advertiu que todos os aparatos de seu Ministério "combaterão com firmeza e severidade a qualquer tentativa de prejudicar instituições importantes, de atacar às forças de segurança ou descumprir a lei". Além disso, soldados forças da segurança e de corpos de operações especiais se desdobrarão nos arredores da academia, e intensificarão as patrulhas e os postos de controle em cidades e estradas. Mursi será julgado por seu suposto envolvimento na morte de manifestantes e nos incidentes nos arredores do palácio presidencial de Itihadiya em 5 de dezembro. Outros 14 dirigentes da Irmandade Muçulmana (grupo do líder) também serão processados pelo Tribunal Penal do Cairo, presidido pelo juiz Ahmed Sabri. Entre eles estão o vice-presidente do Partido Liberdade e Justiça (PLJ) - braço político da Irmandade, Esam el Arian, e o membro de seu Executiva Mohammed Beltagui. A Academia Policial é também sede do processo enfrentado por Mubarak junto com outros altos funcionários de seu regime (1981-2011), entre outros, pelo assassinato de manifestantes durante a revolução que o desbancou do poder, em fevereiro de 2011, e por diversos crimes financeiros. EFE aj-bds/cd












