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Nacionalistas judeus bloqueiam acesso a Jerusalém para pedir vingança

Internacional|Do R7

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(Atualiza com novos dados do protesto e declarações). Jerusalém, 1 jul (EFE).- Centenas de nacionalistas judeus marcharam nesta terça-feira do principal acesso a Jerusalém até a Cidade Antiga para exigir "vingança" pelo assassinato de três adolescentes israelenses por um suposto comando islamita do distrito palestino de Hebron. A manifestação começou com um violento protesto sob a emblemática ponte de Santiago Calatrava, na entrada da cidade, onde cerca de 400 manifestantes, segundo a polícia, conseguiram bloquear o tráfego na principal estrada que liga Tel Aviv a Jerusalém. Os manifestantes causaram danos em vários veículos que circulavam pela área, antes de avançar pela rua Yafo e chegar ao mercado de Mahane Yehuda, onde agrediram trabalhadores árabes. Ao todo, 28 pessoas foram detidas. Em pelo menos um caso a polícia conseguiu resgatar a vítima das mãos dos nacionalistas, que tinham sido convocados pelos conhecidos extremistas Mijael Ben Ari e Itamar Ben-Gvir, da ala mais radical da colonização judaica na Cisjordânia. "O povo está farto deste governo que só sabe falar. No terreno, o Hamas ri e caminha rumo ao próximo sequestro", disse Ben Ari, segundo o jornal "Haaretz". Os distúrbios começaram no início da tarde, ao mesmo tempo em que ocorria o funeral dos três adolescentes sequestrados em 12 de junho em um cruzamento da Cisjordânia, e cujos corpos baleados foram encontrados ontem perto da cidade de Hebron. Israel acusou pelo sequestro e assassinato um comando do movimento islamita Hamas na Cisjordânia, e iniciou uma ampla operação de busca há 19 dias. Os manifestantes, entre os quais se encontravam muitos torcedores nacionalistas da equipe de futebol Beitar Jerusalém, cantaram palavras de ordem como "morte aos árabes" e "sem árabes, sem atentados", além de insultos contra vários deputados israelenses de origem árabe que não condenaram os fatos, informou a edição digital do jornal "Yedioth Ahronoth". Alguns participantes distribuíram entre os motoristas e transeuntes folhetos com um pedido ao governo israelense: "basta de falar, queremos vingança". A polícia, em estado de alerta três -de um total de cinco- por temor de distúrbios e atos de represália, não pôde conter os manifestantes, que estavam em maior número, pois boa parte de suas forças foram enviadas para o cemitério onde ocorreu o enterro dos três adolescentes. Os manifestantes chegaram a bloquear o acesso ao mercado Mahane Yehuda e fecharam a principal estrada em volta das muralhas da Cidade Antiga, para impedir a aproximação da população palestina que vive na parte leste da cidade. A descoberta ontem dos corpos sem vida dos adolescentes gerou uma onda de tensão entre judeus e palestinos em toda a região, e ontem a polícia teve que resgatar dois palestinos que foram perseguidos por extremistas. Segundo a polícia, durante a madrugada foram registrados pelo menos outros dois casos de agressão contra palestinos que se encontravam na parte oeste da cidade, de maioria judaica. EFE elb/dk

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