Kim Jong-un inspeciona armamentos e promete novo navio de guerra nuclear
Ditador da Coreia do Norte estava acompanhado de sua filha Kim Ju-ae, considerada sua possível sucessora no comando do país
Internacional|Do R7
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O ditador norte-coreano Kim Jong-un acompanhou os testes de manobrabilidade do destróier Choe Hyon para avaliar o desempenho da embarcação antes de sua entrada oficial em operação. A visita ocorreu no Mar Ocidental da Coreia, a cerca de 222 quilômetros da costa, segundo a agência estatal KCNA.
Kim esteve acompanhado por autoridades do alto escalão militar, da indústria naval e do Partido dos Trabalhadores. A sua filha, apontada por analistas como uma possível sucessora e identificada pela imprensa internacional como Kim Ju-ae, também participou. Durante a inspeção, ele percorreu áreas operacionais do navio, incluindo o centro de controle integrado e a sala do sistema de armas, para verificar os preparativos de combate e o desempenho técnico da embarcação, que conta com mísseis guiados.
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De acordo com a imprensa estatal, o ditador norte-coreano elogiou o treinamento da tripulação e afirmou que os testes comprovaram a capacidade operacional do destróier e a eficiência do sistema de controle desenvolvido pelo país. Após acompanhar os exercícios, ele determinou que o navio seja incorporado à Marinha em meados de junho, conforme o cronograma previsto.

Kim também discutiu a posição, a disposição e a função operacional de contratorpedeiros atualmente em construção e destacou a necessidade de criar uma nova base naval para ampliar as operações da frota. Em reunião com autoridades do setor de defesa e construção naval, o ditador ainda recebeu relatórios sobre mudanças no projeto e novos sistemas de armas previstos para outros navios atualmente em desenvolvimento.
Ainda de acordo com a KCNA, Kim Jong-un afirmou que a modernização da frota fortalecerá a capacidade de dissuasão militar do país e reforçou o compromisso do governo em expandir a Marinha. Ao fim da visita, ele se reuniu com os marinheiros do Choe Hyon e pediu intensificação dos treinamentos para elevar a prontidão de combate das forças navais.
Expansão do arsenal nuclear
Segundo o Global FirePower, plataforma que avalia a força militar de cerca de 145 nações, a Coreia do Norte conta com uma frota de aproximadamente 837 aeronaves militares. Desse total, há uma aeronave de transporte com asa fixa, 341 caças, 176 aviões de treinamento, 114 aeronaves de ataque e 205 helicópteros. A Força Aérea conta com cerca de 110 mil militares.
No Exército, estima-se que o regime disponha de 4.895 tanques, 47.792 veículos blindados, 1.300 peças de artilharia autopropulsada, 700 unidades de artilharia rebocada e cerca de 1.500 sistemas de lançamento múltiplo de foguetes (MLRS). Ao todo, aproximadamente 1,3 milhão de norte-coreanos estão na ativa.
Já a Marinha reúne um navio de guerra de minas, dois destróieres, duas fragatas, oito corvetas, 24 submarinos e 227 embarcações de patrulha, com cerca de 60 mil militares em serviço.
Apesar das sanções internacionais e do isolamento diplomático, a Coreia do Norte é considerada uma potência nuclear consolidada, com dezenas de ogivas e ampla estrutura de produção. O país chegou a ser signatário do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, mas se retirou em 2003 após ser acusado de manter, desde 1989, um programa nuclear clandestino.

Nos próximos anos, o regime planeja ampliar de forma significativa a capacidade. Entre as prioridades, aponta a KCNA, está o desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais com lançamento terrestre e submarino, além de sistemas de ataque não tripulados equipados com inteligência artificial. Ainda de acordo com a mídia estatal, o desejo do regime norte-coreano é reforçar as armas para “conter” países tidos como inimigos, incluindo a Coreia do Sul.
Em fevereiro, Kim Jong-un acompanhou a apresentação de um lançador múltiplo de foguetes. Com calibre de 600 milímetros e alcance de cerca de 400 quilômetros, a arma é capaz de disparar ogivas nucleares.
Em discurso, o ditador a descreveu como “única no mundo”, sendo ideal para intimidar inimigos ou “missões estratégicas”. Um relatório da KCNA indica que o novo lançador pode estar pronto para implantação em campo.
A agência estima que, ao fim dos próximos cinco anos, a capacidade de defesa nacional atinja um patamar considerado “incomparável” ao ponto de os “inimigos não conseguirem competir”.
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