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Netanyahu expõe a Merkel inflexibilidade na defesa de assentamentos

Israelense e alemã usaram visita para mostrar afinidades

Internacional|Do R7

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Netanyahu e sua mulher participaram hoje em Berlim de uma cerimônia em homenagem a judeus deportados
Netanyahu e sua mulher participaram hoje em Berlim de uma cerimônia em homenagem a judeus deportados

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, mostrou nesta quinta-feira (6) à chanceler da Alemanha, Angela Merkel, toda sua inflexibilidade em relação à construção de novos assentamentos em territórios palestinos.

A decisão de continuar com a construção de novos assentamentos "não é a raiz do conflito" no Oriente Médio, afirmou Netanyahu em entrevista coletiva conjunta com a chanceler após um encontro entre ambos, mas a origem, segundo ele, é a "rejeição à existência de Israel".


As novas colônias, cujos efeitos sobre o conjunto do território palestino Netanyahu tentou minimizar qualificando-as de "estreito corredor" a "algumas milhas de Jerusalém", estão em consonância "com a linha" de seus antecessores e fazem parte da política israelense "há 45 anos".

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O primeiro-ministro reconheceu que tais planos geraram "frustração" na Europa e uma clara dissidência com a Alemanha, mas não se pode esquecer, acrescentou, que a paz no Oriente Médio não será obtida "nem na ONU, nem na Europa", mas pela via de negociações diretas que, disse, Israel está disposto a abrir de forma "incondicional".

"Estamos de acordo em nosso desacordo sobre os assentamentos", disse, por sua vez, a chanceler alemã, para relativizar a "decepção" de Israel com a abstenção alemã na votação da Assembleia Geral da ONU pela qual a Palestina foi admitida como "Estado observador".


"Tomei nota dessa decepção", disse a chanceler, que indicou que tanto no jantar de trabalho da noite anterior, como nas consultas governamentais bilaterais, hoje em Berlim, explicou a Netanyahu o porquê de sua decisão.

Os dois governantes se referiram reiteradamente um ao outro como "amigos", com uma insistência exagerada e delatora da dissidência provocada pela mudança de posição da Alemanha, que até agora tinha se comportado como um aliado incondicional de Israel.


Merkel insistiu que o direito de Israel se defender é uma "razão de Estado" para a Alemanha, derivada da responsabilidade histórica após a "shoá" (holocausto judeu).

A chanceler também reiterou sua condenação aos ataques do Hamas, e disse que "não se deve confundir a origem com os resultados na última escalada de violência", justificando assim a resposta de Israel aos bombardeios.

Merkel extremou os gestos de cortesia, em uma Berlim gelada e coberta de neve, à imprensa israelense que acompanhou Netanyahu em sua viagem europeia.

A equipe da Chancelaria preparou, inclusive, uma pequena geladeira com comida kosher para os profissionais, algo atípico na sede do governo, onde não se costuma dispensar atenção especial à imprensa.

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