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Novos ataques de rebeldes ugandenses deixam 15 mortos no norte da República Democrática do Congo

Testemunhas dizem que número de mortos é pelo menos 32, incluindo crianças e mulheres

Internacional|Do R7

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Pelo menos 15 pessoas morreram em vários ataques na noite deste sábado (6) de membros do grupo rebelde ugandense ADF (Frente Democrática Aliado) na conflituosa Província de Kivu do Norte, na RDC (República Democrática do Congo), informaram neste domingo (7) fontes do governo.

O governador da Província, Julien Palulu, confirmou que 15 pessoas morreram em vários ataques e que as forças de segurança foram enviadas à Província para evitar mais violência.


No entanto, várias testemunhas assinalaram que pelo menos 32 pessoas, incluindo crianças e mulheres, morreram no massacre.

"Por volta das 20h (horário local) do sábado, um grupo de homens armados entrou em Manzanzaba, Ahili e Mulobya. Só em Manzazaba mataram pelo menos 17 pessoas, incluído o chefe do povoado e sua família", relatou um testemunha.


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Outros moradores contaram que em Ahili homens armados com facões assassinaram 13 pessoas, e em Mulobya mataram outras duas.

Embora não tenha identificado os atacantes, todas as suspeitas apontam para os rebeldes ugandenses do ADF, que no último mês e meio efetuaram vários ataques na Província que deixaram mais de 200 mortos.


Os rebeldes ugandenses organizam desde Kivu do Norte ataques para derrubar o governo de Uganda, presidido por Yoweri Museveni desde 1986.

O grupo ADF-NALU é uma das organizações armadas que continuam a atuar no leste da RDC após a derrota em novembro pelas FARDC (Forças Armadas da República Democrática do Congo) do congolês M23 (Movimento 23 de Março), que chegou a controlar parte da Província.

A RDC está imersa em um frágil processo de paz após a segunda guerra civil do Congo (1998-2003), que envolveu vários países africanos, e tem em seu território mais de 21 mil soldados da ONU.

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