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Obama acusa senadores de ceder a "pressões" e "mentiras" do lobby pró-armas

Internacional|Do R7

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Washington, 17 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acusou nesta quarta-feira alguns senadores de ceder às pressões do "lobby" pró-armas ao rejeitar a emenda bipartidária que pretendia ampliar a verificação de antecedentes para todos os compradores de armas. "Hoje é um dia de ignomínia para Washington", disse o presidente na Casa Branca depois do fracasso dessa votação-chave no Senado. "Em lugar de apoiar este compromisso, o lobby das armas e seus aliados deliberadamente mentiram sobre o projeto de lei" e pressionaram alguns senadores, que temeram por sua reeleição, criticou Obama, cercado de alguns dos pais das vítimas do massacre da escola elementar de Newtown. "Eles afirmam que criaria uma espécie de registro "Big Brother" das armas, apesar de o projeto de lei fazer justamente o contrário. (...) E, infelizmente, este padrão de propagação de falsidades sobre esta legislação serve a um propósito, porque essas mentiras incomodam uma minoria de proprietários de armas, que por sua vez intimidam muitos senadores", acrescentou. Obama, durante um discurso enérgico, argumentou que os legisladores rejeitaram a proposta bipartidária pela preocupação de que uma minoria dos proprietários de armas "fosse atrás deles em futuras eleições" e acrescentou que por isso buscaram "desculpas, qualquer desculpa, para votar 'não". O texto bipartidário, liderado pelos senadores Pat Toomey, republicano pela Pensilvânia, e Joe Manchin, democrata pela Virgínia Ocidental, era a maior esperança de consenso no Congresso para seguir adiante com a legislação sobre o controle de armas. Embora a emenda tivesse obtido 54 votos a favor e 46 contra, todos os textos precisavam de um mínimo de 60 votos a favor para continuar a tramitação dentro da câmara alta. "Escutei alguns dizer que o bloqueio deste passo seria uma vitória. E minha pergunta é: uma vitória para quem? Uma vitória para que?", perguntou o presidente. "Tudo o que aconteceu hoje foi a preservação do vazio legal que permite aos criminosos perigosos comprar armas sem uma verificação de antecedentes. Isso não faz com que nossas crianças estejam mais seguras", insistiu. O presidente americano prometeu, no entanto, que "cedo ou tarde" será conseguida uma legislação mais rigorosa para o controle da venda de armas nos EUA "Assumo que nossas expressões de dor e nosso compromisso de fazer algo diferente para evitar que aconteçam essas coisas não são palavras vazias. Acho que vamos ser capazes de conseguí-lo", afirmou. EFE rg/id

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