Obama adverte que fechamento do governo travará motor econômico dos EUA
Internacional|Do R7
Washington, 30 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiu nesta segunda-feira que um fechamento parcial do governo por falta de fundos nesta meia-noite "travará as engrenagens" da economia do país em um momento-chave para a recuperação. "Os clientes de todos os negócios se verão gravemente afetados, e todos nós estaremos se o Congresso escolher fechar o governo do povo", disse Obama em discurso à imprensa na Casa Branca. "(Um fechamento do governo) travaria as engrenagens de nossa economia em um momento em que essas engrenagens ganharam alguma tração", ressaltou o líder. Obama lembrou que, há cinco anos, a economia americana acabava de entrar em crise, e hoje os negócios do país "criaram sete milhões e meio de empregos novos nos últimos três anos e meio", enquanto "o mercado imobiliário está melhorando e os déficit estão caindo rapidamente". "A ideia de pôr em risco um progresso que custou tanto para o povo americano está na cúpula da irresponsabilidade, e não tem que ocorrer", frisou. "Tudo isto é inteiramente evitável se a Câmara dos Representantes escolher fazer o que o Senado já fez: o simples ato de financiar nosso governo sem fazer exigências controversas e não pertinentes ao processo", acrescentou. Os republicanos da Câmara dos Representantes já estão em sua terceira tentativa de atacar a reforma da saúde de 2010 por meio do debate sobre o orçamento, o que evitou até agora que haja um acordo para seguir financiando todas as atividades do governo a partir desta meia-noite, quando termina o ano fiscal. A expectativa é que o plenário da Câmara considere esta tarde um novo plano dos republicanos que evitaria o fechamento, mas atrasaria durante um ano a entrada em vigor da pedra angular da reforma da saúde, algo que os democratas não aceitarão. Obama explicou hoje como o fechamento do governo afetará a vida cotidiana dos americanos. "Serão mantidas as operações relacionadas com a segurança nacional e a segurança pública", mas serão fechados "os edifícios de escritórios" federais, e com eles muitos de seus serviços "vitais", enquanto "os empresários perceberão atrasos ao pedir um empréstimo de capital e permissões de infraestrutura", detalhou. Fecharão, além disso, todos os parques nacionais e monumentos, o que impactará nos turistas "e os pequenos negócios que dependem deles para sua vida", acrescentou. Por fim, o presidente lembrou que o governo federal é "o maior empregador dos EUA, com mais de dois milhões de funcionários civis e 1,4 milhões de militares". EFE llb/rsd











