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Obama apresentará amanhã novo plano para controle de armas

Internacional|Do R7

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Washington, 15 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apresentará amanhã um pacote de medidas específicas para endurecer o controle de armas, incluindo a proibição de rifles de assalto, com base nas recomendações apresentadas pelo vice-presidente Joseph Biden. "Amanhã o presidente e o vice-presidente terão um evento aqui na Casa Branca para revelar um pacote de propostas concretas para reduzir a violência causada pelas armas", afirmou nesta terça-feira o porta-voz Jay Carney. O objetivo, acrescentou, é prevenir "futuras tragédias" como a ocorrida no dia 14 de dezembro em uma escola primária em Newtown (Connecticut), onde 20 crianças e seis adultos foram assassinados. O evento contará com a participação de crianças de todo o país e seus pais, que enviaram cartas a Obama por causa do massacre de Connecticut sobre a violência causada pelas armas e a segurança nos colégios, detalhou Carney. O porta-voz não quis antecipar o conteúdo do plano de propostas que Obama apresentará, mas vários meios de comunicação, citando alguns dos congressistas com os quais Biden se reuniu ontem a portas fechadas, indicaram que o pacote inclui até 19 medidas que não requerem o aval do Congresso. No entanto, Carney disse que o líder quer uma "resposta integral" ao problema das armas no país e que existem "ações legislativas específicas" que continuará pedindo ao Congresso, incluindo "a proibição de armas de assalto" e de carregadores longos. Perguntado sobre o temor dos defensores da Segunda Emenda da Constituição de que Obama queira "tirar-lhes" as armas de forma unilateral, Carney ressaltou que o presidente acredita que a emenda constitucional "garante o direito de um indivíduo a portar armas". "Obama acredita e sabe que a maioria dos proprietários de armas são altamente responsáveis, que compram armas legalmente e as usam de forma segura", e que a maioria deles apoiam "medidas de bom senso" para impedir o acesso às armas de pessoas que não deveriam tê-lo, continuou Carney. Essas medidas, acrescentou, incluem corrigir os resquícios existentes no sistema de revisão de antecedentes para a compra e venda de armas. Atualmente, as pessoas com antecedentes criminais ou histórico de problemas psiquiátricos não têm autorização para a compra e uso de armas no país. Uma lei federal promulgada pelo então presidente Bill Clinton em 1994 proibia a venda de armas de assalto, mas caducou em 2004 e desde então uma ampla coalizão de ativistas pediu sua renovação. No Congresso, a senadora democrata pela Califórnia, Diane Feinstein, declarou que apresentará na 113ª sessão legislativa uma medida para restabelecer essa lei federal. A pedido de Obama e após o massacre de Connecticut, Biden liderou um grupo de trabalho que ao longo de várias semanas realizou reuniões com representantes de todos os setores da sociedade civil para formular medidas contra a violência das armas. EFE mp/rsd

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