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Obama assume segundo mandato em cerimônia carregada de simbolismo

Internacional|Do R7

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María Peña. Washington, 21 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, jurou nesta segunda-feira seu cargo para um segundo mandato em cerimônia pública que esteve carregada de simbolismo por coincidir com o feriado de Martin Luther King. "Meus compatriotas, estamos prontos para este momento e o aproveitaremos, desde que o aproveitemos juntos", disse Obama. "Nossa viagem não estará completa" enquanto não houver igualdade para as mulheres, os homossexuais e os imigrantes, e proteção total para as crianças, assinalou durante seu discurso. Suas palavras serviram de ante-sala às batalhas que enfrentará com o Congresso ao defender, por exemplo, a manutenção dos programas de beneficência pública como o "Medicare". Além das referências históricas, Obama também fez uma alusão à base "progressista" do Partido Democrata, ao mencionar temas como a inclusão dos imigrantes, o combate à desigualdade, a mudança climática e a rebelião de Stonewall, em Nova York, que em junho de 1969 desencadeou o movimento dos direitos dos homossexuais. Obama jurou lealdade ao país e à Constituição sobre as bíblias de seus modelos e guias espirituais: a que usou Abraham Lincoln, em 1861, e a do ativista negro Martin Luther King. Os latinos também fizeram história, com a inclusão da primeira juíza latina do Supremo Tribunal, Sonia Sotomayor, que tomou juramento do vice-presidente Joe Biden; do poeta cubano-americano Richard Blanco, que recitou um poema escrito especialmente para a ocasião, e do reverendo Luis León, a cargo da bênção, que incluiu uma frase em espanhol. Myrlie Evers-Williams, viúva do ativista dos direitos civis Medgar Evers, rezou por Obama e pediu à multidão a "atuar sobre a ideia que todos estamos incluídos". Seguindo o lema oficial de "Fé no futuro dos EUA", Blanco - o primeiro latino, gay e o mais jovem em uma posse - recitou o poema no qual falou da "esperança, uma nova constelação esperando que a nomeemos juntos". Embora com menos pessoas que as quase duas milhões de 2009 - calcula-se que hoje havia 800 mil -, a esplanada de pouco mais de três quilômetros entre o Capitólio e o monumento a Lincoln foi tomada por uma grande festa cívica, na qual telões transmitiam imagens da cerimônia. "É a segunda posse à qual venho, porque este presidente nos inspira, mas está sofrendo resistência do Congresso para levar o país adiante", disse à Agência Efe Mike Lyles, um negro de 60 anos que levou sua filha para presenciar o ato. Lyles lembra como em 1963, com apenas dez anos, também foi "testemunha da história" quando seus pais o levaram à manifestação em Washington liderada por Martin Luther King. O peruano Juan Urbina, de 72 anos, chegou acompanhado de seu filho do mesmo nome para aplaudir a inclusão de latinos na posse. "Para nós é importante que a comunidade latina participe e nos represente nesta posse. Sotomayor nos orgulha e o discurso do presidente Obama fez um pedido para que a contraparte (republicana) coopere com ele", comentou Urbina. Marissa Brogger, uma estudante da Universidade de Georgetown, procedente de Nova Jersey, notou "a beleza, simplicidade e o tom sombrio" do ato que, segundo sua opinião, "é um retrato da atual situação do país". Entre os convidados ao que o senador democrata Charles Schumer qualificou como uma "celebração da democracia", estavam membros do Congresso - o senador republicano John McCain inclusive tirou fotos com seu iPhone - e também abundaram rostos de Hollywood e outras celebridades. Com certo ar de drama, a cantora e atriz Katy Perry declarou aos jornalistas que formaram um enxame a seu redor que estava "orgulhosa" de presenciar a posse. Enchendo o ar de inegável patriotismo, James Taylor cantou "America The Beautiful", Kelly Clarkson interpretou "My Country, 'Tis of Thee", e Beyoncé encerrou a cerimônia interpretando o hino nacional. EFE mp/rsd (foto)

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