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Obama define com Karzai acelerar transição de segurança no Afeganistão

Internacional|Do R7

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Lucía Leal. Washington, 11 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira que as tropas americanas no Afeganistão passarão a um papel de apoio neste primeiro semestre, antes do previsto, após conversar em Washington sobre o futuro da missão com o chefe do Governo afegão, Hamid Karzai. Em reunião de mais de duas horas na Casa Branca, Obama e Karzai debateram "a possibilidade de uma presença americana além de 2014 que seja sustentável", uma ideia que o líder afegão condicionou ao respeito à soberania e o presidente americano à imunidade para as tropas aliadas. A pergunta de quantos soldados permanecerão no país após 2014 - data estipulada com a Otan para o fim da missão de combate - não será respondida até os "próximos meses", quando Obama vai abordar com o Pentágono e a missão aliada no Afeganistão a elaboração de um "plano responsável", esclareceu o presidente americano. Obama deu outro passo estipulados na Cúpula da Otan em Chicago em maio do ano passado: o de fixar uma data para a nova fase da transição, que estava prevista inicialmente para meados deste ano e que vai acontecer na primavera do hemisfério norte, que começa em março. "Devido ao progresso que nossas tropas fizeram, devido ao progresso das forças de segurança afegãs e sua capacidade de tomar a liderança, podemos completar nossos objetivos e acelerar um pouco", disse Obama em entrevista coletiva conjunta após seu encontro. "A partir desta primavera, nossas tropas terão uma missão diferente: formar, assessorar e apoiar as forças afegãs", disse. A mudança, qualificada como "histórica" por Obama, não marca o fim das tarefas de combate das forças americanas, que "seguirão lutando junto com as tropas afegãs", mas estas "terão assumido a liderança", e o trabalho dos EUA "será diferente". Karzai informou que, a partir de março, as forças americanas "já não estarão presentes nas cidades afegãs" e será responsabilidade das forças locais "proporcionar a segurança e a proteção ao povo afegão". A medida é um passo prévio à redução da presença das tropas americanas prevista para os próximos anos e que Obama prometeu que será feita em um "ritmo estável". Os Estados Unidos têm atualmente no país cerca de 66 mil militares, e já chegou a ter 100 mil em maio de 2011. No mês de setembro, 33 mil militares retornaram a seu país, e o Pentágono está avaliando como ajustar o número restante nos próximos meses. Alguns funcionários da Casa Branca aconselham manter um número de tropas não superior a 2.500 após 2014, e o conselheiro adjunto de Segurança Nacional, Ben Rhodes, reconheceu nesta semana que deixar "zero" soldados no país "é uma possibilidade". No entanto, o chefe da missão da Otan no Afeganistão, o general John Allen, defende manter entre 6.000 e 15.000 militares assim que for concluída formalmente a missão de combate em 2014, segundo a imprensa americana. Karzai lembrou que qualquer presença além de 2014 deverá contar com o sinal verde do Afeganistão, e Obama condicionou a permanência no país ao governo afegão garantir a imunidade para as tropas americanas. "Na minha opinião, não seria possível ter qualquer tipo de presença de tropas sem garantias de que haverá imunidade para nossos homens e mulheres", afirmou o líder, que ressaltou que "em nenhum país do mundo" há "um acordo de segurança sem imunidade". Obama declarou que a longa intervenção militar no Afeganistão atingiu "seu principal objetivo": desmantelar e incapacitar a Al Qaeda e garantir que não haverá outro ataque como o de 11 de setembro de 2001. EFE llb/id (foto)

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