Obama diz que investigação continuará até dirimir todas as dúvidas
Internacional|Do R7
Washington, 19 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assegurou nesta sexta-feira que todas as forças de segurança do país continuarão investigando os atentados de Boston até dirimir todas as dúvidas sobre ele, e aproveitou para pedir à população americana que não se precipite em julgar os estrangeiros que chegam ao país. "Vamos determinar o que aconteceu, vamos fazer tudo o que tivermos que fazer para manter a nossa gente a salvo", disse Obama depois que as forças de segurança detiveram Dzhokhar Tsarnaev, suposto co-autor dos atentados de Boston na segunda-feira. Em entrevista na Casa Branca, convocada após o fim da perseguição, Obama agradeceu a todos os corpos envolvidos e disse que "fosse qual fosse" o objetivo dos autores, "eles falharam, porque (os americanos) se negam a ser aterrorizados". Dzhokhar Tsarnaev foi detido após uma perseguição de quase 24 horas na cidade de Watertown, em Massachusetts, depois que as forças de segurança produziram um espetacular desdobramento e cercaram o jovem de 19 anos, que, segundo as autoridades, se encontra gravemente ferido. "As famílias daqueles que morreram e os feridos merecem respostas", disse o presidente, que apontou que a detenção desta noite encerra "um capítulo desta tragédia". Obama aproveitou para defender a continuação do "espírito de diversidade" que caracteriza os Estados Unidos e que a população americana não faça pré-julgamentos sobre os estrangeiros que chegam ao país, em referência à origem chechena dos irmãos Tsarnaev. "É importante que sigamos acolhendo as pessoas de todo o mundo. O espírito americano inclui manter-se fiel à diversidade que nos faz fortes. Temos de manter esse espírito", disse o líder. Obama também lembrou as vítimas da explosão na fábrica de fertilizantes em West, no Texas, e pediu aos americanos que não as esqueçam, apesar dos eventos ocorridos em Boston. "Foi uma semana dura, mas mais uma vez vimos a personalidade do nosso país", ressaltou. EFE rg/pa












