Obama diz que Snowden causou mais prejuízo do que bem aos Estados Unidos
Internacional|Do R7
Washington, 17 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira que as revelações do ex-técnico da CIA Edward Snowden sobre a espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) trouxeram "mais prejuízo do que transparência". O governante, que hoje anunciou reformas sobre os procedimentos de espionagem, afirmou que não quer julgar "as motivações ou ações de Snowden", mas segundo Obama elas revelaram "métodos aos nossos adversários que poderiam impactar nossas operações". "A defesa de nossa nação depende em parte da fidelidade daqueles nos quais confiamos os segredos do país", advertiu Obama durante sua apresentação de novas medidas, que incluem limites ao acúmulo de registros telefônicos, detalham as razões para espionar as comunicações de estrangeiros e aumentam as garantias de que pessoas que não representam uma ameaça não serão espionadas. "Se cada pessoa que tem objeções à política do Governo revelar informação classificada por sua conta, então nunca poderemos manter nosso povo seguro e realizar nossa política externa", argumentou o presidente. Obama considerou que as revelações de Snowden, refugiado na Rússia e requisitado pela Justiça americana, obrigaram a trabalhar em "uma tarefa maior do que simplesmente reparar o dano feito a nossas operações ou prevenir mais vazamentos". Neste sentido, assegurou que o objetivo é manter o equilíbrio entre segurança nacional e privacidade, sem descuidar das ameaças "terroristas, a proliferação (de armas) e os ciberataques". O presidente disse que desde os atentados do dia 11 de setembro de 2001, a inteligência americana teve que passar de espionar especialmente a Governos hostis a fazê-lo sobre indivíduos e organizações terroristas. Isto levou a NSA a aumentar seu poder de espionagem, algo que foi detalhado pelas filtragens realizadas desde o último verão (hemisfério norte) por Snowden e desencadeou um amplo debate nos EUA e no exterior. Segundo Obama, "ninguém espera que a China tenha um debate aberto sobre seus programas de vigilância ou que a Rússia leve em conta as preocupações sobre a privacidade". EFE jmr/ma











