Obama reúne Conselho Nacional de Segurança para abordar atentado de Boston
Internacional|Do R7
Washington, 20 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, convocou neste sábado o Conselho Nacional de Segurança do país, com o qual esteve reunido durante uma hora e meia, para tratar dos últimos avanços sobre a investigação instaurada após o atentado da última segunda-feira em Boston. De acordo com uma nota emitida pela Casa Branca, Obama ressaltou a necessidade de continuar reunindo informações de inteligência para poder responder às perguntas que ainda não foram esclarecidas sobre as explosões registradas durante a Maratona de Boston, as quais causaram 3 mortes e deixaram mais de 170 feridas. A assessora do presidente Nacional de Segurança e Antiterrorismo, Lisa Mônaco; o assessor Nacional de Segurança, Tom Donilon: o procurador-geral, Eric Holder; o diretor do FBI, Robert Müller; e a secretária Nacional de Segurança, Janet Napolitano, foram os responsáveis por repassar a Obama os últimos detalhes do caso. Durante a reunião, realizada na Sala de Crise da Casa Branca, também estiveram presentes o diretor da CIA, John Brennan, e o diretor de Inteligência Nacional, James Clapper, que lhe informaram sobre "os esforços para combater o terrorismo" e as medidas adotadas para "proteger ao povo americano". "O presidente elogiou o trabalho que se está sendo desenvolvido após o atentado da Maratona de Boston (...) e expressou seu agradecimento pelos esforços realizados pelas autoridades estaduais e locais em Boston e Massachusetts", acrescentou a nota. Os irmãos de origem chechena Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, e Dzhokhar, de 19, são os suspeitos de perpetrar o atentado que comoveu o país e voltou a trazer o assunto terrorismo à tona. Tamerlan morreu na noite de quinta-feira após um tiroteio com as autoridades, enquanto Dzhokhar, foragido desde então, foi detido ontem à noite em uma cinematográfica operação policial e, posteriormente, foi internado em estado grave em um hospital de Boston. O FBI e a CIA preveem interrogar o suspeito sem contar com seus direitos básicos, como direito a um advogado, fazendo uso de uma exceção presente nas leis antiterrorista da justiça americana. Os motivos que levaram aos irmãos Tsarnaev a supostamente cometer os atentados ainda fazem parte de um grande mistério e, embora as primeiras investigações indiquem que os mesmos atuaram sozinhos, uma eventual ajuda externa não foi descartada. EFE rg/fk











