OLP condena anúncio de Israel de ampliar colônias em Jerusalém Oriental
Internacional|Do R7
Jerusalém, 27 out (EFE). - A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) condenou duramente nesta segunda-feira a decisão do Executivo israelense de autorizar a construção de mil casas em colônias judaicas em Jerusalém Oriental, ocupada por Israel desde 1967. "Condenamos duramente o último anúncio israelense de expandir seus assentamentos ilegais em e ao redor de Jerusalém Oriental ocupada, capital do Estado da Palestina", afirma em comunicado o membro do comitê executivo da OLP Saeb Erekat. O chefe de Negociações da OLP acrescenta que a decisão israelense representa uma "tentativa de continuar cometendo crimes definido como tais pelo direito internacional que os considera castigáveis". O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou o planejamento de mil casas em Jerusalém Oriental, e de novas infraestruturas na Cisjordânia, territórios ocupados em 1967, disseram hoje fontes oficiais israelenses. Netanyahu tomou esta decisão depois que na quinta-feira seus parceiros ultranacionalistas e pró-colonos na coalizão de governo ameaçaram não se apresentar ao voto de confiança que o parlamento realiza hoje caso não fosse acelerada a ampliação das colônias, ilegais segundo a lei internacional. Segundo o jornal "Ha'aretz" assim o transmitiram o ministro das Finanças, Naftalí Bennet, e o ministro da Habitação, Uri Ariel, ambos do partido ultranacionalista pró-colono Habayit Hayehudi, em reunião na quinta-feira. "O governo decidiu fazer avançar o planejamento de mil unidades de casas em Jerusalém, 400 no bairro de Har Homa, e 600 em Ramat Shlomo", disseram à Agência Efe fontes oficiais do Escritório do primeiro-ministro que pediram anonimato. As mesmas fontes destacaram que o governo israelense irá adiante com outros projetos para a construção de infraestruturas, como caminhos ou estradas na Cisjordânia, que em sua opinião servirão aos palestinos. O membro do comitê executivo da OLP ressalta que a medida coincide com uma proposta legislativa israelense para mudar o status quo da Esplanada das Mesquitas de Jerusalém, e o confisco de 35 imóveis palestinos no bairro de Silwan, "por colonos extremistas apoiados pelo estado". O dirigente pede que à comunidade de nações a apoiar os esforços palestinos no Conselho de Segurança destinados a fixar uma data limite à ocupação israelense, e que boicote os produtos procedentes de assentamentos e toda parceria com entidades que colaborem com a ocupação. EFE db/cdr











