Logo R7.com
RecordPlus

OLP diz que Israel nunca deu oportunidade para êxito das negociações

Internacional|Do R7

  • Google News

Jerusalém, 29 abr (EFE).- A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) lamentou nesta terça-feira, dia em que expira o prazo das negociações com Israel impulsionada pelos Estados Unidos, que esse país "nunca tenha dado uma oportunidade de êxito às negociações". Em comunicado, o líder da equipe negociadora palestina, Saeb Erekat, assegurou que "tudo o que fez Israel durante os últimos nove meses foi sabotar os esforços palestinos e internacionais para conseguir a solução dos dois Estados". "Infelizmente, Israel nunca deu nenhuma oportunidade de êxito às negociações", denunciou. Entre as razões apresentadas para sustentar esta acusação, Erekat citou a expansão dos assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém - 14 mil casas foram aprovadas durante as conversas, denunciou hoje a ONG israelense Paz Agora -, o assassinato de palestinos e a demolição de centenas de imóveis. Estes fatos, segundo Erekat, "não correspondem ao comportamento de um governo que quer acabar com a ocupação, mas de um que a quer transformar em anexação". Em sua opinião, "em vez de usar os nove meses para conseguir a solução dos dois Estados, o governo de (o primeiro-ministro israelense Benjamin) Netanyahu utilizou todas as ferramentas possíveis para consolidar um regime de 'apartheid' (segregação)". As denúncias do lado palestino chegam nove meses depois do início da enésima tentativa de ambas as partes, sob patrocínio americano, de pactuar um acordo para solucionar as principais questões em litígio entre palestinos e israelenses. Ao contrário de lamentar a falta de avanços, os negociadores deveriam ter assinado um acordo que contemplasse o status final da cidade santa de Jerusalém, as fronteiras de um futuro Estado palestino, as questões de segurança e dos refugiados, entre outros assuntos. No entanto, o fracasso no entendimento durante o período estabelecido fez com que o primeiro-ministro israelense anunciasse o fim das conversas na última semana, uma medida que serviu de resposta ao acordo de reconciliação assinado entre os palestinos e o movimento islamita Hamas, considerado uma "entidade terrorista" por Israel. Em relação a esse assunto, Erekat argumentou que, "se o governo israelense estivesse interessado de maneira sincera na paz, teria tomado a reconciliação nacional palestina como uma oportunidade para legitimar a mesma e não dar início a um novo jogo de acusações". Neste fim de semana, em Ramala, o Conselho Central da OLP manteve um encontro para definir a postura palestina perante o novo período que se abre. "Retomar as negociações é possível sobre o respeito de Israel cumprir seus compromissos e obrigações, incluindo a implementação dos acordos assinados e uma inequívoca conformidade com as fronteiras anteriores a 1967 e as resoluções da ONU", ressaltou o chefe da equipe negociadora palestina em comunicado. "Fazemos caso omisso das ameaças israelenses e sua agressiva campanha contra o processo de reconciliação", completou o documento. Para a organização, a reunificação nacional "reafirma o direito soberano da Palestina de perseguir sua independência através de medidas diplomáticas e não violentas, incluindo a resistência popular e os instrumentos internacionais obtidos com a nomeação da Palestina como Estado observador na Assembleia geral da ONU em novembro de 2012". Antes de encerrar suas declarações, Erekat lançou uma mensagem ao exterior junto a uma recomendação: "Achamos que a comunidade internacional deve fazer agora o que ainda falta para deixar claro aos israelenses que escolher os assentamentos e o 'apartheid' frente à paz tem um custo político, econômico e legal". EFE mss/fk

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.