ONG brasileira recebe Prêmio Mapfre por prevenir lesões infantis em acidentes
Internacional|Do R7
Madri, 23 mai (EFE).- A cada ano morrem no Brasil 1.800 crianças em acidentes de trânsito, número que está sendo reduzido graças, em parte, dos trabalho da ONG Criança Segura Brasil, membro da Safe Kids Worldwide, que nesta quinta-feira recebeu em Madri um dos prêmios sociais da Fundação Mapfre. O prêmio foi recolhido pela coordenadora nacional da ONG, Alessandra Francoia, e a coordenadora de mobilização, Lia Gonsales, que, em entrevista à Agência Efe, expressaram a satisfação por esse prêmio, que foi entregue pela rainha Sofia e que, afirmam, motivará até mais o trabalho que realizam. Embora a ONG tenha iniciado em 2001 o trabalho de prevenção de lesões infantis em acidentes, o prêmio foi concedido pela campanha de formação que começou em 2010 para sensibilizar e formar profissionais em matéria de segurança viária. Mais de 26 mil pessoas já se beneficiaram, de forma direta ou indireta, dos cursos on-line e presenciais, dirigidos por professores, agentes de trânsito, bombeiros e médicos, entre outros. O objetivo da ONG é reduzir em 25% o número de morte de crianças em acidentes até 2015. Até agora, seu trabalho contribuiu em parte para que o número de 2.500 crianças mortas em estrada brasileiras nos anos passados tenha sido reduzido até 1.800. Na entrevista à Agência Efe, Alessandra e Lia ressaltaram algumas conquistas da associação, entre elas a de que o Governo estabeleceu a obrigatoriedade do uso dos sistemas de proteção de crianças nos veículos e dos quais 57% da população já faz uso. A ONG também conseguiu participar do Conselho Nacional de Tráfego do Brasil, mas as coordenadoras reconhecem que "ainda falta muito para fazer" em matéria de segurança infantil e pedem ao Governo brasileiro que se envolva mais, uma vez que as prioridades do Executivo são o controle da velocidade e do álcool. As crianças e os idosos são mais suscetíveis a sofrer atropelos, segundo a ONG, que pede mais presença de agentes de tráfego nas proximidades dos colégios, melhor sinalização e mais calçadas. E embora considerem que a lei de tráfego no Brasil é "muito boa", as duas coordenadoras da ONG acham que não é aplicada suficientemente e que as infrações não são controladas de forma eficaz. Alessandra e Lia advogam pela melhora das infraestruturas viárias mas, sobretudo, pela educação e a prevenção para diminuir os acidentes no trânsito. Ambas gostariam de conseguir uma redução tão significativa no número de acidentes, como aconteceu na Espanha, e avaliaram o compromisso de entidades como a Fundação Mapfre. A Fundação pertence à seguradora espanhola Mapfre e os entidade concendidos pela empresa têm um valor de 30 mil euros cada um. EFE sob/ff (foto) (vídeo)











