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ONG do Rio de Janeiro protesta com 594 bolas em frente ao Congresso

Internacional|Do R7

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Brasília, 26 jun (EFE).- A organização Rio de Paz protestou nesta quarta-feira em frente ao Congresso, em cujos jardins "plantou" uma bola para cada legislador, exigindo que os parlamentares "assumam a responsabilidade" perante a sociedade. O protesto foi um dos primeiros em um dia que começou tenso no Brasil, onde foram convocadas novas manifestações em 20 cidades e sobretudo em Belo Horizonte, no marco da semifinal da Copa das Confederações entre Brasil e Uruguai. Antonio Carlos Costa, porta-voz da Rio de Paz, disse para os jornalistas que a ideia do protesto é "passar a bola para cada legislador para que façam um reflexão sobre como irão agir a partir de agora". Por isso, foram usadas 594 bolas com marcas vermelhas que simbolizam o sangue das 500 mil vítimas da violência urbana no Brasil na última década, segundo cálculos dessa organização. "Uma bola para cada um dos 513 deputados e uma para cada um dos 81 senadores", explicou Costa, que apontou que os brasileiros "querem um Congresso que legisle e fiscalize, que não se ajoelhe frente aos interesses dos grandes grupos econômicos e atenda os desejos de mudança" que a sociedade expressa com seus protestos. "O Brasil tem que oferecer saúde e educação de excelência" e o Governo deve construir hospitais e escolas com a mesma qualidade dos estádios que levantou para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, afirmou Costa. "Queremos que todo o Brasil tenha a qualidade exigida pela Fifa", disse o manifestante. Além desse primeiro protesto em Brasília, onde foi convocada uma grande manifestação para esta tarde, outras cidades do país amanheceram com mobilizações. Três estradas foram bloqueadas por manifestantes nos arredores de Belo Horizonte e 100 pessoas começaram a protestar contra a Copa das Confederações incendiaram um ônibus na periferia da cidade. A polícia reiterou hoje que não permitirá que os manifestantes cumpram o propósito de chegar até o estádio do Mineirão, onde Brasil e Uruguai disputam uma vaga na final da Copa das Confederações. "Vamos atuar com civismo, mas também com firmeza", disse o tenente-coronel Alberto Luiz Alves, da Polícia Militar, que mobilizará cerca de 5 mil homens para tentar controlar uma manifestação na qual espera-se a participação de 100 mil pessoas. EFE ed/ff

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