ONU aprova resolução para cortar financiamento de jihadistas
Internacional|Do R7
(atualiza com outros detalhes). Nações Unidas, 12 fev (EFE).- O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta quinta-feira uma resolução que tenta cortar as fontes de financiamento do Estado Islâmico (EI) e de outros grupos jihadistas e ressalta a necessidade de congelar seus recursos. A resolução, número 2199, apresenta pronunciamentos anteriores das Nações Unidas orientados a impedir, por exemplo, que o EI obtenha renda do petróleo que vende e que extrai das jazidas no Iraque que estão sob seu controle. No texto, aprovado por unanimidade pelos 15 membros do conselho, é condenado a "participação no comércio direto ou indireto", em particular de petróleo e derivados, com o EI, a Frente Al Nusra, próximo à Al Qaeda, e outros grupos radicais. O Conselho também reafirma que os Estados-membros da ONU devem assegurar-se que seus cidadãos não ponham seus ativos ou seus recursos econômicos à disposição destes grupos, insistindo na comercialização de petróleo e derivados. A resolução lembra outra anterior aprovada no ano passado na qual obriga os Estados a "congelarem sem demora" os fundos financeiros e outros tipos de recursos econômicos do EI, Frente Al Nusra e demais grupos jihadistas. "Todos os Estados deverão zelar pelo processo de toda pessoa que participe do financiamento, planejamento, preparação ou comissão de atos de terrorismo ou preste apoio a esses atos", acrescenta o documento. A resolução condena também o sequestro e tomada de reféns destes grupos para obter fundos ou concessões políticas, entre outros objetivos, e alerta sobre o uso de serviços bancários de parte destas organizações terroristas. O documento do Conselho de Segurança lembra a necessidade de evitar o fluxo de armas a estes grupos que operam no Iraque e na Síria, e alerta sobre a proliferação de armamento que incluem mísseis portáteis terra-ar. O texto ressalta a destruição do patrimônio cultural nos dois países, "em particular a destruição seletiva de lugares e objetos religiosos". Durante a sessão, vários representantes de países com assento no conselho elogiaram a resolução aprovada hoje. A representante dos Estados Unidos, Samantha Power, no entanto, disse que preferia que tivesse ido além. Ela afirmou que seu país gostaria que a resolução incluísse também uma rejeição ao governo sírio de Bashar al Assad, e disse se negar a aceitar que a comunidade internacional "seja sócia" do regime de Damasco para derrotar o terrorismo. O representante da Rússia, Vitaly Churkin, por sua vez, destacou que o fato de a resolução ter sido aprovado por unanimidade pelo conselho "mostra claramente a necessidade de um esforço coletivo" para cortar as fontes de financiamento do terrorismo. EFE ag/cdr











