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ONU confirma morte de dois soldados indianos em ataque no Sudão do Sul

Internacional|Do R7

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Cairo, 20 dez (EFE).- A missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS) confirmou nesta sexta-feira a morte de soldados indianos em um ataque ontem à noite de rebeldes contra sua base na cidade de Akobo, no conflituoso estado de Jonglei. Em comunicado, a UNMISS disse que um terceiro soldado do batalhão indiano ficou ferido e foi transferido para Malakal, capital do estado do Alto Nilo, para receber tratamento médico. O embaixador da Índia na ONU, Asoke Mukerji, informou anteriormente em reunião da organização internacional que os mortos eram três soldados indianos. Rebeldes do segundo maior grupo étnico, os Lou Nuer, realizaram ontem um ataque contra 30 civis da maioria Dinka, que buscaram refúgio na base da UNMISS em Akobo. No momento do ataque, estavam na base, além dos sul-sudaneses, 43 soldados indianos, seis policiais e dois civis representantes da ONU. Não foram divulgadas informações sobre vítimas entre os refugiados da tribo Dinka. A UNMISS realizou nesta manhã uma avaliação aérea da situação em Akobo, embora não tenha dito em sua nota se os funcionários da base foram transferido de local. Em outro comunicado divulgado ontem, a missão da ONU disse que iria enviar um avião nesta manhã para Akobo com o objetivo de transferir o pessoal da organização internacional. A UNMISS condenou os atos de violência em Akobo e no resto do país e pediu a todas as partes implicadas que terminem com as hostilidades e busquem uma solução pacífica para a crise. Embora as autoridades sul-sudanesas neguem um conflito étnico, aconteceram vários enfrentamentos entre os Lou Nuer, clã do ex-vice-presidente Raik Mashar -acusado da tentativa de golpe de Estado - e os Dinka, a tribo do chefe de Estado, Salva Kir. Pelo menos 16 pessoas morreram ontem em confrontos entre trabalhadores Dinka e Lou Nuer perto de um campo petrolífero no estado de Unidade, junto à fronteira com o Sudão e rico em petróleo. A organização Human Rights Watch (HRW) denunciou ontem em comunicado que soldados sul-sudaneses atiraram de modo indiscriminado em áreas populosas e tiveram como alvo civis de uma determinada etnia durante os enfrentamentos. Vítimas e testemunhas relataram à HRW que soldados do Exército Popular para a Libertação do Sudão e policiais interrogaram os moradores por sua etnia e atiraram contra membros da tribo Lou Nuer. O diretor da HRW para a África, Daniel Bekele, pediu às autoridades do Sudão do Sul que tomem "medidas urgentes para evitar abusos contra civis e para reduzir a tensão étnica". Bekele expressou sua preocupação pela possibilidade de que a situação culmine em "ataques em busca de vingança e uma maior violência". Na nota, a HRW divulga declarações de testemunhas que narram vários casos de assassinatos de dezenas de civis, entre eles mulheres e crianças do clã Lou Nuer em Juba. Também revela relatórios de ataques do mesmo tipo contra a tribo Dinka feitos por rebeldes Lou Nuer. Por esses casos, a HRW pediu tanto a Kir e a Mashar que "impeçam os soldados sob seu controle de cometer abusos contra civis". EFE rml/jcf-dk

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