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ONU diz que presença de mísseis em embarcação norte-coreana ancorada no Panamá viola sanções internacionais

O governo de Cuba admitiu nesta quarta-feira que a embarcação norte-coreana transportava 240 toneladas métricas de armamento defensivo

Internacional|Do R7

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Navio norte-coreano (esq.) deverá ficar no Panamá por uma semana para investigação da carga suspeita (dir.)
Navio norte-coreano (esq.) deverá ficar no Panamá por uma semana para investigação da carga suspeita (dir.)

A ONU advertiu nesta quarta-feira (17) que caso se confirme que a embarcação norte-coreana retida no Panamá levava mísseis, estará configurada uma violação das resoluções internacionais e que dependerá do comitê de sanções se pronunciar a respeito.

O porta-voz Martin Nesirky afirmou que "o secretário-geral Ban Ki-moon está ciente do ocorrido e que todos os Estados-membros estão obrigados a cumprir as resoluções do Conselho de Segurança".


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Se finalmente for confirmado que a embarcação procedente de Cuba e retida no Panamá levava mísseis, se trataria de uma "violação" dessas resoluções.


Já o embaixador britânico, Mark Lyall Grant, disse hoje para a imprensa que, faltando uma investigação mais intensa sobre o ocorrido, tudo parece indicar que se trataria de uma violação do embargo de armas ao regime de Pyongyang.

O navio "Chong Chon Gang" permanece retido desde a segunda-feira (15) em um porto de Colón, e o governo panamenho pediu que analistas de ONU, Estados Unidos e Reino Unido "avaliem a enorme quantidade de armamento" não declarado.


O governo de Cuba admitiu nesta quarta-feira que a embarcação norte-coreana transportava 240 toneladas métricas de armamento defensivo da ilha em estado obsoleto e para ser reparado e devolvido, além de 10 mil toneladas de açúcar.

Até o momento, as autoridades da Coreia do Norte não se pronunciaram sobre o caso, enquanto o governo dos Estados Unidos apoiou a decisão do Panamá de reter o navio e ofereceu sua cooperação no registro. Já o governo da Coreia do Sul cobrou hoje o Conselho de Segurança da ONU a intervir com rapidez caso que se confirme que o navio transportava mísseis para a Coreia do Norte.

O cargueiro atualmente é submetido a uma minuciosa revisão, que pode durar entre oito e dez dias, segundo as autoridades panamenhas. 

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